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Symarip – Skinhead Moonstomp (1970)

Um album clássico, que todo regueiro de responsa conhece de cabo a rabo. O “Skinhead Moonstomp” é sem dúvida o album de skinhead reggae mais conhecido de todos, uma vez que explora o tema em várias de suas faixas, além da legendária capa com a foto de garotos ingleses no visual skinhead. Enfim, era o disco da moda em 70, tipo o novo lançamento da lady gaga da galera do reggae na inglaterra (tirando o fato de que realmente foi um bom disco).

Há alguns dias, o You&MeOnAJamboree postou uma matéria muito legal no blog “Invasão Jamaica” da MTV, explicando a treta do hit “Skinhead Moonstomp” que envolvia Derrick Morgan, as gravadoras Trojan e Pama e o Symarip. Que é altamente recomendado pra quem já conhece o som =)

Enfim, segue aí o download do album, que está sendo indicado mais por desencargo de consciência, uma vez que acredito que todo mundo que frequenta o RoodBoss, FNS e outros rolês de ska e reggae de BH já sabe cantar todas as músicas =D

Symarip – Skinhead Moonstomp

Estes caras não são a banda...

01. Skinhead Moonstomp
02. Phoenix City
03. Skinhead Girl
04. Try Me Best
05. Skinhead Jamboree
06. Chicken Merry
07. These Boots Are Made for Walking
08. Must Catch a Train
09. Skin Flint
10. Stay With Him
11. Fung Shu
12. You’re Mine
13. Bam Bam Baji
14. Hold Him Joe
15. Tomorrow at Sunrise
16. Parson’s Corner
17. Redeem
18. La Bella Jig
19. Holidays by the Sea
20. Feel Alright

DOWNLOAD

(o link foi retirado do blog Backin77, deem uma olhada la, só clicar ali nos favoritos > )

PS. Galera, faltam poucos dias pra terminar a votação no prêmio Mixsórdia, votem la no RoodBoss como melhor evento de rua de BH =D~ é nóis!

Mixtape by Sono | Skinhead Reggae e Rap?

Recentemente Sono do You&Me, selector do Jurassic Sound System e também redator para o blog 2 Deep Mixtape da MTV fez uma mixtape de Skinhead Reggae para o blog Per Raps. Para acompanhar a mix, um belo texto sobre a relação entre esse ritmo e o Rap. Muitos podem achar que reggae e rap não tem nada a ver, mas enganam-se. Apreciem o som enquanto fazem uma boa leitura:

tracklist

  1. Joe Gibbs All Stars – Hijacked (Amalgamated 1970)
  2. The Dynamites – Dulcimenia (Clandisc 1969)
  3. Count Matchuki – Movements (The Joe Gibbs Way) (Amalgamated 1970)
  4. GG All Stars – Barbabus (Blank)
  5. Desmond Reily – Out Your Fire (Downtown 1970)
  6. The Young Souls – Man A Wail (Amalgamated 1969)
  7. Tony Scott – What Am I To Do (Escort 1969)
  8. The Charmers – What Should I Do (Blank)
  9. Prince Buster – Kiss You Again (Blank)
  10. Audrey – You’ll Lose a Good Thing (Downtown 1969)
  11. Lloyd & Glen – Girl You’re Cold (Blank)
  12. Anthony Ellis – I’m The Ruler (Studio 1 1970)

texto

É minha primeira mix aqui no Per Raps e já vou logo apelando para as raridades retiradas diretamente do vinil, mix repleta de Skinhead reggae/Early reagge que foram escolhidas baseadas pelo meu gosto musical. Esses gêneros, junto com o ska, são a raíz da musica jamaicana, diferente do ROOTS que o pessoal aqui do Brasil costuma a gostar… hoje vocês vão conferir a verdadeira raíz da música jamaicana.Agora vocês me perguntam, o por que do nome skinhead reggae? A Jamaica era colônia da Inglaterra e, em 1962, conquistou a independência. Acontece que, nos anos seguintes, os jamaicanos perceberam que aquilo não iria mudar em nada a vida deles e a Jamaica continuaria a ser um país pobre. Então eles começaram a emigrar para a Inglaterra e, dentre esses imigrantes, estavam os Rude Boys.

Rude Boys eram os barras-pesadas da Jamaica, os ladrões e briguentos. Eles eram fãs de filmes de máfia e se vestiam igual aos mafiosos (ternos alinhados e mais justos). Esse era o grande público de reggae da Jamaica nessa época. Os Mods, por sua vez, eram garotos ingleses que existiam no final dos anos 50 e que curtiam música negra norte-americana, como jazz, soul e rhytmn and blues. Foi questão de tempo pra esses dois grupos perceberam muitas afinidades e daí nascer a cultura Skinhead.

A cultura Skinhead, em seu começo, nada tinha a ver com racismo ou qualquer forma discriminatória, mas sim com o amar a música jamaicana, dançar mais do que todo mundo e ter uma forma peculiar de se vestir.

E o que tudo isso tem a ver com música? Essa é, para muita gente, a melhor época do Reggae. Durante esses anos, músicos jamaicanos faziam música comercial pra agradar o seu novo público inglês, os tais Skinheads, e justamente por isso, passou-se a se chamar muito tempo depois de Skinhead Reggae.

Os temas Skinhead Reggae/Early Reggae geralmente tratava de fatos do cotidiano, como sexo, tretas, violência, vandalismo e até por temas incomuns. É comum também o uso do orgão Hammond em diversas faixas dessa época, que é tão importante quanto os vocais, vide as faixas de reggae instrumental que separei nessa mix. Então vamos comentar algumas faixas que são importantes para o reggae e para música em geral.

A primeira faixa se trata de uma produção do engenheiro eletrônico Joe Gibbs, que também é o fundador da label Amalgamated (selecionei diversos compactos dessa label na mix), que lançou diversos sucessos obscuros no final da década de 60. Joe Gibbs passou um tempo nos Estados Unidos como eletricista, voltou a Jamaica e em sua loja que consertava TV’s começou a vender discos. Com o grande crescimento da cena musical, Gibbs começou a gravar no fundo de sua loja alguns artistas com a ajuda de Lee Perry (que na época não era mais sócio de ‘Coxsone Dodd’) e foi ai que o selo Amalgamated nasceu.

A terceira faixa é a do mestre Count Matchuki, o primeiro deejay jamaicano e é de extrema importância para a música mundial. Influenciou nomes como King Stitt, U Roy, Dennis Alcapone, Prince Far I, Dilling, Lone Ranger e outros grandes Deejays da ilha. Foi ele quem criou o ‘Reggae Scorcher’ que influenciou na criação de outros estilos musicais, como o Dancehall, o ragga e até mesmo o rap.

Começou repetindo chamadas para festas nas introduções das músicas e percebeu que as pessoas gostavam de um ‘mestre de cerimonias’, não feliz em só repetir as mesmas coisas, Machuki começou a compor suas próprias falas, assim ganhando muitos admiradores. Foi ele quem começou também os chamados “peps”, o famoso som vocal repetido diversas vezes acompanhando a batida da música, muito popular no Ska. A pronuncia mais próxima seria algo como ‘chika-a-took-chika-a-took-chika-a-took’, bem notável na música selecionada nessa mix.

Os “peps” criados por Count Matchuki são as raízes do que nós conhecemos hoje como beat box. Count Matchuki era preciso com suas frases, não as despejava como os outros deejays. U-Roy um dia disse: “Count Matchuki é perfeito, é fácil fazer faixas de scorcher com milhares de frases, díficil é ter a precisão de Matchuki”.

Então muito respeito para Count Matchuki, sem ele, o rap não seria o mesmo.



Verdades sobre Skinhead

No post anterior, tivemos uma recomendação bem legal de um dos frequentadores do blog. Achei tão legal que resolvi transformar em um post. (Obrigado Pexenada! =D)

Nós do BeagaSka não estamos vinculados com o movimento Skinhead diretamente, mas é bom divulgar as verdades sobre ele, porque querendo ou não, este movimentento contribuiu de forma direta com o Ska e o Reggae. Talvez, sem ele esses ritmos jamaicanos não seriam conhecedidos hoje e poderiam, até, ter caído em alguma forma de esquecimento.

O documentário “Skinhead Attitude” de 2003, mostra as vária facetas do Skinhead, desde sua origem até o lado nazi-facista, com depoimentos de pessoas de extrema direita, de esquerda, os apolíticos e músicos, como por exemplo, o senhor Laurel Aitken. É bem bacana que trata das origens e mostra que os Skinheads antiracista são mais numerosos do que os nazi-facista, mesmo na Alemanha. Muitos (eu tinha) deve ter a impressão de que hoje em dia os nazista são mais númerosos pelo que a mídia passa, mas a verdade não é essa, tem muitos Skinz tradicionais por ai e muitos SHARPs, RASHs, etc…  isso é legal porque mostra que o movimento não se afundou totalmente nessa nova onda de idiotice nazista. O documentário é guiado por Karole, uma skinhead tradicional francesa, que viaja boa parte da Europa e América do Norte, mostrando os diversos grupos que existem espalhados pelo mundo. Algumas bandas e músicos presentes no documentário são: The Opresseds, Laurel Aitken, Sham69, Bad Manners, Los Fatidios, etc.

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(Link retirado do blog Arapa Rock Motor. Esse blog é bem legal, tem shows, filmes, séries, etc…)

Aproveitando o embalo, outra recomendação de vídeo é um filme de 2006, “This is England” de Shane Meadows . Trata da história de um garoto (Shaun), no início da década de 80,  que acaba de perder o pai na Guerra das Malvinas. Deslocado e perdido, Shaun encontra em um grupo de Skinheads a amizade, diversão e família que lhe faltava.

O filme é muito interessante porque apresenta muito bem como a “doutrina” racista foi inserida dentro do movimento skinhead, com o recrutamento do Natioinal Front dentro dos grupos de skinz. Com uma trilha sonora maravilhosa: muito Toots & The Maytals e músicas “clássicas” do anos 80, o filme é recomendadíssimo para uma tarde com pipocas.

download

(O primeiro link é do blog Arapa  Rock  Motor, a versão do blog está com áudio em espanhol, para quem quiser com áudio original, fiz uma consulta no google pelo torrent do filme e existem diversas fontes, é só clicar para conferirem. Quem pegar de algum torrent, provavelmente precisará de legenda, no site http://legendas.tv tem várias versões dependendo da distribuição do arquivo: é preciso fazer cadastro.)

info

Skins & Punks

Lançado “Skins & Punks“, novo livro de Gavin Watson (sequência de “Skins“). A publicação reune um mix de fotografias com comentários do diretor Shane Meadows (This Is England, Dead Man’s Shoes).

Via: http://www.psfk.com/2008/11/skins-punks.html

Sobre skinhead

Como eu ja havia anunciado aqui o YOU AND ME ON A JAMBOREE, blog dedicado à reggae e música jamaicana assim como nós, vem fazendo podcasts sobre temas relacionados à música. Recentemente eles soltaram o segundo programa falando sobre skinhead reggae. Achei legal postar aqui o link para desmistificar o real significado de skinhead, para aqueles que acreditam que esse termo só se refere à nazistas, racistas e afins. A mídia muitas vezes estraga algumas coisas e sobre skinhead é exatamente isso que aconteceu. Então para conhecimento e aprofundamento, deem uma conferida no que se segue:

texto: http://mtv.uol.com.br/jamaica/blog

podcast: http://mtv.uol.com.br/jamaica/oquee

Laurel Aitken – The godfather of ska

É complicado dizer quem foi o “Pai” do ska com precisão, mas o padrinho do SKA é bem fácil. Nascido em 1927 em Cuba, Lorenzo Aitken se estabeleceu com sua família em Kingston em 1938 e nos anos 40 iniciou sua brilhante carreira musical cantando Soul e Calypso em clubes de Kingston, principalmente no “Glass Bucket Club” quando descobriu sua vocação para dançar, cantar e entreter públicos. Nos anos 50 gravou suas primeiras canções, fortemente influenciadas pelo soul e pelo R’n’B. Em 1958, o primeiro single lançado pela gravadora “Island Records” foi o “Little Sheila/Boogie in my Bones” Little Sheila se manteve por 11 semanas em primeiro lugar nas rádios Jamaicanas, consolidando assim sua popularidade na ilha e o som do SKA.

Nos anos 60, Aitken se mudou para Londres, seguindo o grande fluxo de imigrantes para a terra da rainha com a oportunidade de fazer sucesso entre seus conterrâneos lá. Mal sabia ele que seu principal público alvo seriam também os ingleses, principalmente dos subúrbios que freqüentavam bailes jamaicanos e viriam a se tornar os tão polemizados skinheads. Aitken se estabeleceu em Brixton e então surgiu o selo “Blue Beat” voltado para os sons jamaicanos, que foi apenas um de vários dos quais Laurel participou (de 1950 até os anos 70, Laurel trabalhou com os selos Pama, Trojan, Rio, Dr. Bird, Nu-Beat, Ska-Beat e Dice). Gravou diversos sucessos como “Jesse James”, “Landlord and Tenants”, “It’s too late” e “Pussy price”. Era até então o músico jamaicano de maior sucesso na Inglaterra. Com o surgimento da cultura skinhead no fim dos anos sessenta, Laurel foi entitulado de “Boss Skinhead”, tendo em seus shows presença maciça de skinheads, rudeboys e mods. Nos anos 70, junto com artistas do porte de Prince Buster, continuou a fazer shows pela Europa, sendo consagrado como um dos maiores nomes do Ska e um ícone das culturas rueiras inglesas.

Com o surgimento do 2-tone, que resgatou o ska no fim dos anos 70 até os anos 80, Laurel esteve em alta novamente, pariticipou em shows de bandas como The Busters (Alemanha), Ska Flames (Japão) e The Toasters (EUA). Laurel também, passou a flertar com outros estilos jamaicanos, fazendo algumas faixas de trackover (os deejays jamaicanos) sob o pseudônimo de “King Horror” e no final de sua carreira, também emplacando alguns sucessos no dancehall. Laurel fazia shows até quase a data de sua morte (ataque do coração) em 2005, claro que nao apresentava o vigor e a atitude “rude” dos tempos de outrora, mas era uma lenda viva, tendo em seus shows o publico de amantes da musica jamaicana e interessados na cultura skinhead.

 É óbvio que teríamos que falar deste grande nome do SKA em nosso blog, que imortalizou canções como “Sally Brown”, “Skinhead”, “It’s too late”, “Rudie got married”, “Big Fat man”, “Hey Little Girl”, “Leave me standing”, enfim… não da pra citar todas =)

Segue também um ótimo vídeo de “Sally Brown/Skinhead” de Laurel Aitken com a banda americana The Loafers =)

Discografia detalhada: http://www.geocities.com/braunovi/AitkenL/AitkenD.html

Punx & Skinz na China

Para variar um pouco e como curiosidade…

Achei esse link interessante de fotos de skinheads (imagine o ska chinês =P) e punks da China. Parece que encontramos “tribos” em qualquer lugar do globo, não importa o isolamento ou a rigidez governamental.  É díficil imaginar como essas pessoas sobrevivem na China, país que não tolera nada e de extrema falta de liberdade. Interessante!

http://www.viceland.com/viceDiary/photos/Beijing%20-%20Skins%20and%20Punks/index.php?country=uk

Post para relaxar e sair da rotina. ;)


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