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Jah Shaka em São Paulo (24.10.2010)

Hoje eu (Gustássifon) e o Zumberto embarcaremos para São Paulo para poder conferir no domingo (24.10.2010) o grande Jah Shaka, o soundman mais famoso! Para quem não conhece, o portal RASTA.COM.BR fez um post bem bacana, com uma breve biografia sobre ele , que eu copio e colo aqui:

Próximo dia 24 de outubro a babilônia vai tremer, com o evento que promete ser o maior encontro de cultura de sistemas de som (sound systems) já realizado no Brasil.

Afinal de contas, quem estará presente protagonizando esse evento será ninguém menos que “The Mighty Zulu Warrior”, o grande Jah Shaka, lendário proprietário do sound system que leva o seu nome, e que atualmente atua também como produtor, engenheiro de som, dono de gravadora, entre outras atividades.

Jah Shaka nasceu e cresceu em Clarendon, na Jamaica, mas começou sua carreira musical em Londres no início dos anos 70.

Shaka ingressou no sound system de soul e rhythm ‘n’ blues Freddie Cloudburst como aprendiz de soundman (aquele que comanda o sound system) e, em meados dos anos 70, montou o seu próprio sound system simplesmente intitulado Jah Shaka.

Jah Shaka nomeou o seu sound system inspirado no grande guerreiro da tribo Zulu Shaka ka Senzangakhona, também conhecido como Shaka Zulu.

Jah Shaka ganhou notoriedade por introduzir e privilegiar o dub e o reggae rastafári, de cunho político-religioso, em suas apresentações.

Através de parcerias com produtores jamaicanos como Winston Edwards, entre outros, Jah Shaka conseguia faixas exclusivas direto da Jamaica, antes mesmo de seu lançamento oficial, além de diversas versões exclusivas de um mesmo riddim.

Em pouco tempo, Jah Shaka estabeleceu o seu nome como o principal sound system de todo o reino unido, reunindo enormes multidões de diferentes estilos musicais, cores e raças em suas apresentações.

Durante os anos 80, quando a maioria dos sound systems passou a seguir a tendência da música jamaicana, tocando músicas com temas polêmicos como armas e sexo, Jah Shaka se manteve firme em seu propósito de levar a mensagem de Jah para o seu público.

Neste período, o seu público e suas aparições diminuíram, porém isso serviu para aumentar o seu status de lenda e fazer com que inúmeros novos sounds surgissem com a mesma ideologia de favorecer o reggae com temas sociais, políticos e religiosos.

Jah Shaka também lançou seu próprio selo no início dos anos 80 e desde então produziu e lançou inúmeros álbuns de artistas como Twinkle Brothers, Max Romeo, Prince Alla, Johnny Clarke, Horace Andy, Bim Sherman, Sgt. Pepper, Icho Candy, entre muitos outros, além de inúmeros álbuns dub.

Shaka também fundou a Jah Shaka Foundation, fundação que entre outras atividades ajuda a distribuir medicamentos, livros, cadeiras de roda, materiais de carpinteria e discos para clínicas, escolas e estações de rádio na região de Accra, em Gana.

fonte: Jah Shaka no Brasil em outubro (RASTA.COM.BR)

Além de Shaka, Victor Rice + Buguinha Dub e o soundsystem Quilombo Hi-Fi animam a festa. Todas essas atrações serão de graça em frente ao Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso que fica na Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte em SP/SP.

Estilo RoodBoss Soundsystem, na rua, de graça, além de ser uma baita referência para nós que também nos inspiramos na cultura do sound system jamaicano. Estou super ansioso!

links

Relatos da Virada

Estive na Virada Cultural e Ilegal, que aconteceu em São Paulo, este final de semana que passou. O balanço final foi: consegui assistir Booker T, The Temptations Experience e Big Youth, além de curtir e discotecar na Virada Ilegal com o Jurassic Soundsystem e convidados.

SHOWS

1º Booker T: o show deixou a desejar, mas não pela apresentação e sim pela produção. O palco do Boulevar São João, pelo menos na madrugada de sábado para domingo (pode ser que tenham melhorado no decorrer do evento), estava uma merda! O som estava baixo, não estava regulado e ninguém fazia nada para consertar. Por exemplo, no show do Booker T parecia que o teclado estava mais baixo que a banda, o som ficava meio abafado, ainda mais quando o guitarrista começava a solar loucamente. Não sei dizer se era proposital o fato do teclado ficar mais baixo que o resto da banda, mas como o show era do Booker T, acho que o teclado era o principal da apresentação, sem contar que a sonoridade do Hammond é maravilhosa. Em uma escala de 1 a 10 eu daria nota 6 ao show.

2º The Temptations Experience: na sequência, no mesmo palco,  o show dos Temptations. Os problemas de produção continuaram, um dos microfones simplesmente não funcionava. É inaceitável a falta de um microfone, afinal o grupo tem como característa o doo-whop como estilo de vocal e o conjunto das vozes é fundamental para a apresentação. Apesar dos problemas, o show foi ótimo! A presença de palco dos integrantes é sensacional, dançando com seus ternos roxos e sapatos de couro, fazendo coreografias o tempo inteiro e sempre com sorrisos. Foi demais, mesmo com os defeitos da produção. O show foi curto, mas foi suficiente. Vários clássicos no repertório, como “My Girl”, “Get Ready” (abriu a apresentação), “Papa Was a Rolling Stone”, “I Wish it Would Rain” etc. Em uma escala de 1 a 10 eu daria nota 8 ao show.

O Experience no nome do grupo é porque este não é formado pelo membros originais e apenas Glenn Leonard (o mais a esquerda no vídeo abaixo) realmente passou pela banda como cantor principal de 1975 à 1983.

O áudio desse vídeo está ruim, mas a imagem está ótima

3º Big Youth: descansado, no segundo dia da Virada, show do Big Youth no palco da Barão de Limeira. Para ser breve, o show foi FODA! Velho maluco no palco, estiloso, dançando, pulando, batendo cabeça com os dreads, muito bom! O repertório eu não conhecia tanto, mas a música era boa e a presença de palco estava acima da média. Na apresentação, Jah Youth, como também é conhecido, cantou com o filho Tafari, que é cantor de rap. Foi jóia! Melhor do que descrever, é assistir. Em uma escala de 1 a 10 eu daria nota 9 ao show

VIRADA ILEGAL

Os trabalhos começaram na sexta com o ajuste do soundsystem. No sábado, esforço físico para carregar as “toneladas” de caixas até a Praça da Sé. Por volta de 18:00 já estava tudo pronto para ligar e às 20:00 o som foi ligado de fato. Algumas regulagens finais e tudo pronto. Foram 7 horas de música jamaicana. Discotequei no início com o Jurássico, representando o RoodBoss, até sair para assistir Booker T e Temptations. Voltei mais ou menos às 3:00 e o público tinha triplicado, a pequena rua Simpliciana estava lotada. Hail Him estava finalizando seu set e o Kulcha Sounds já havia tocado. Depois de alguns minutos que o Jurássico e o Sono assumiram novamente o som, houve uma confusão que lamentavelmente resultou no fim da festa. Não entendo como que as pessoas não valorizam o trabalho dos outros, gasta-se dinheiro, tempo e esforço, para fazer um evento legal, cultural e alguns poucos conseguem estragar a diversão de muitos. Apesar do que houve, foi ÓTIMO e para quem perdeu a Virada, só lamento, rs!

RoodBoss na Virada Cultural, digo ILEGAL!!

Faz três anos que o Jurassic Soundsystem/Y&M fazem uma festa durante a Virada Cultural em São Paulo. A idéia do evento surgiu como uma forma de protesto, já que a prefeitura nunca aceitou o “pedido” deles para participar da Virada. Este ano até palco de música jamaicana tem, acho que de certa forma eles influênciaram o evento da Prefeitura de SP.

Pois então, sábado próximo, dia 15/05/2010, além do Jurassic com suas pedradas, já conhecidos pelos belorizontinos, terá RoodBoss Selection para contribuir com a festa. Vai ser foda, total RoodBoss style: na rua, de graça e para quem quiser ouvir. Então, quem tiver por lá, dá uma passadinha. De quebra pode ainda ouvir um pouco do Kulcha Sounds Hail Him e quem sabe, BIG YOUTH! Mais informações no flyer virtual e links abaixo.

Info:

Big Youth 15.05.10 na Virada Cultural SP

Alguém ainda não ouviu falar da Virada Cutural de São Paulo? São 24 horas de atrações no centro da capital paulista, começando na tarde de sábado e terminando no domingo. São diversas atrações, internacionais e nacionais.

Este ano, no palco da Alameda Barão de Limeira, haverá um palco voltado para o Reggae e a música jamaicana. Atrasões bem bacana se apresentarão: Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, Leões de Israel, Pablo Moses (Jamaica), Clinton Fearon (Jamaica) etc. Mas a grande atração mesmo, será Big Youth (corre até um boato de que ele vai dar uma palhinha com o pessoal do Y&M/Jurassic Soundsystem na #viradailegal).

No blog coletivoACTION há um post sobre o que esperar do show dessa lenda jamaicana. Um dos pontos do texto é sobre o último álbum feito por Youth intitulado “Musicology”. Para aqueles que tiverem curiosidade de sentir a sonoridade do cara, ficam aqui links encontrados na internet.

  1. Glory to the king
  2. Everyone will be there
  3. Joy
  4. Give praises
  5. Love her
  6. She wants
  7. There is no love
  8. Three blind mice
  9. Sow good seeds
  10. Where were all them bwoy
  11. Happy birthday
  12. What we need is love
  13. Dance with me
  14. Pretty things
  15. Do bay day

DOWNLOAD

Soundclash

Soundclash é uma disputa entre duas equipes de som na qual as armas são discos e dubplates Aconteceu alguns dias atrás em São Paulo o primeiro soundclash brasileiro . Muamba vs. Jurassic. A revista Trip foi conferir a primeira batalha de soundsystems, que rolou em São Paulo. As armas eram os discos, e a munição eram as pedradas jamaicanas.

Sente só:

No blog You & Me On A Jamboree você pode baixar o vídeo completo do soundsystem.

The Aggrolites – 25/04 – Inferno Club (SP)

Awright! Estivemos em SP pra conferir o “dirty-reggae” dos californianos do Aggrolites e bem… foi exatamente o que vimos: Dirty Reggae! DIRRRRTY! =D

ticket

A abertura ficou por conta do King Rassan Orchestra (SP) que apesar de enfrentar um local não muito cheio, conseguiu levantar o público com um ska-jazz muito legal, recheado de metais, remetendo-nos ao som feito pelos Skatalites. Contou também com a participação de Felipe Machado (Firebug) no clássico de Toots & The Maytals, “54-46 was my number” que fez até quem estava mais desanimado cantar junto.

Terminado o aquecimento, os californianos subiram no palco rapidamente, sem dar muito tempo para o público esquecer o porquê de estarem ali.

O início do show foi marcado principalmente pelas músicas do 2º album (vermelho, auto-entitulado), reggae pesado, teclado moendo na orelha de todo mundo, que cantou junto vários “hits” da banda…  Sério… o tecladista toca muito!

Mas bem, como não podia deixar de ser, quem mais animou o público foi o vocalista Jesse Wagner, vocal soul destruidor da p$%#a! Todo ia muito bem, todo mundo feliz, quando os Aggrolites resolveram acabar com as energias de todo mundo. Uma sessão de covers do ska tradicional/2-tone/early-reggae/punk que coroaram um show que correspondeu às expectativas de todo o publico (bem, talvez pudesse ter durado mais…). Destaque para os belo-horizontinos que mostraram que são mesmo um bando de jamaicano-enrustido! Nosso amigo calvo Raphael fez a introdução de “Skinhead Moonstomp” no microfone e o nome da cidade se fez presente em agradecimentos “obregado belorizante!”. Chega de tentar explicar…

As fotos do show estão em nosso flickr.

Segue a tracklist roubada do palco pelo amigo calvo:Mr. Misery
Funky Fire
Jimmy Jack
Burning Bush
Country Man Fiddle
Time To Get Tough
Work It
Luner Eclipse
Joe Grind
Faster Bullet
Someday
Work To Do
Prisioner Song
Free Time
Dirty Reggae
Don’t Let Me Down
Banana
Skinhead Moonstomp/Moon Hop

Houve também uma pá de sons do Clash (Whiteman in Hammersmith Palais, Bankrobber e Police & Thieves), Monkey man (na versão do Specials), On my radio (The Selecter), Pressure Drop (Toots & The Maytals)…

Vão aí alguns vídeos por gustassifon:

The Aggrolites – Freetime/Dirty Reggae

The Aggrolites – Skinhead Moonstomp(ft.Raphael)/Money Hungry Woman/Police & Thieves/Pressure Drop/Bankrobber

The Aggrolites – Someday

The Aggrolites – Jimmy Jack

mais vídeos em http://www.youtube.com/user/gustassifon

Enfim, morra de inveja e vê se não perde a próxima tour deles por aqui (quem sabe BH?)

keep on skanking, rockin’steadyin’!


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