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Sábado 04/06/11, Tendências Urbanas: Fase 2 @ Praça do Barão em Sabará

Os seletores do RoodBoss  Soundsystem foram convidados para participar do Tendências Urbanas que tem produção do Coletivo Fórceps de Sabará (que faz parte do Circuito Fora do Eixo). É com satisfação que fazemos essa participação por ser um evento que trata exatamente de uma das propostas do RoodBoss: ocupação do espaço público. Deixo embaixo um texto de João Rafael retirado do blog Fórceps:

A invasão cultural já tem data marcada: 4 de junho na Pista de Skates da Praça do Barão, também conhecida como Praça do Skate de Sabará. A pista está sendo toda reformada e já recebe os últimos ajustes da prefeitura para receber o projeto em seu segundo momento (a primeira etapa ocorreu nos dias 5 e 6 de maio, em formato de seminário) que mostrará ao público gratuitamente uma série manifestações culturais e atrações que estão despontando no cenário musical mineiro, de diferentes estilos, com propostas distintas, mas com uma coisa em comum: São todas Tendências Urbanas.

A partir das 10h da manhã, os skatistas começarão a esquentar as rodinhas de seus skates, preparando para um campeonato para iniciantes e amadores que acontecerá dutante o dia. Os interessados se inscreverão na hora e os que não pretendem competir poderão circular livremente durante o evento apresentando suas manobras.

A partir das 13h o som tomará oficialmente conta da praça, com a discotecagem colaborativa do Fórceps. Vários membros do coletivo irão apresentar um pouco de suas influências sonoras. Em seguida, sobe ao palco os Seletores do Roodboss SoundSystem, apresentando diferentes vertentes da música jamaicana, através do formato “SoundSystem”, conceito da terra de Bob Marley que leva o público ao delírio sonoro em lugares públicos.

O Tendências Urbanas: Fase 2 também será palco de estreia. A banda local, Basura, se apresentará pela primeira vez para um público. O trio faz parte do Projeto ” Incubadora Fórceps” que trabalhará aspectos de formação e auto-gestão de bandas, preparando-as para o mercado independente. Em seguida dois conhecidos do público sabarense para fechar o evento: Julgamento (BH) que mescla rap com rock, com letras fortes e críticas sociais e Pequena Morte (BH) , representante forte do SKa mineiro. Ambas estão lançando discos novos e prometem um grande show em Sabará, para alegria dos que sentiram saudades após as duas apresentações marcantes das duas bandas durante o Escambo 2009.Além dos shows, durante o evento acontecerá um bate papo livre sobre a cultura hip hop e skate, grafiti e mostra de produtos de cultura jovem, na banca Fórceps. O Tendências Urbanasé produzido de forma colaborativa pelo Coletivo Fórceps, ONG nAção, coordenadoria da juventude de Sabará, secretaria de desenvolvimento social de Sabará, Prefeitura Municipal de Sabará e pelos skatistas da pista.

Nos próximos dias, você irá conhecer um pouco mais das atrações do Tendências Urbanas aqui. Acompanhe o blog e siga-nos no twitter!

Serviço

O que: Tendências Urbanas: Fase 2
Quem: Julgamento (BH), Pequena Morte (BH), Basura (Sabará), Seletores do Roodboss Soundsystem (BH), campeonato de skate, grafiti e bate papo.
Onde: Pista de Skate da Praça do Barão. Rua João Hamaceck, sem nº.
Quando: 4 de junho, a partir das 10h
Quanto: Evento Gratuito
Informações: 31 96763002 / eventos@forceps.com.br

Mixtape by Sono | Skinhead Reggae e Rap?

Recentemente Sono do You&Me, selector do Jurassic Sound System e também redator para o blog 2 Deep Mixtape da MTV fez uma mixtape de Skinhead Reggae para o blog Per Raps. Para acompanhar a mix, um belo texto sobre a relação entre esse ritmo e o Rap. Muitos podem achar que reggae e rap não tem nada a ver, mas enganam-se. Apreciem o som enquanto fazem uma boa leitura:

tracklist

  1. Joe Gibbs All Stars – Hijacked (Amalgamated 1970)
  2. The Dynamites – Dulcimenia (Clandisc 1969)
  3. Count Matchuki – Movements (The Joe Gibbs Way) (Amalgamated 1970)
  4. GG All Stars – Barbabus (Blank)
  5. Desmond Reily – Out Your Fire (Downtown 1970)
  6. The Young Souls – Man A Wail (Amalgamated 1969)
  7. Tony Scott – What Am I To Do (Escort 1969)
  8. The Charmers – What Should I Do (Blank)
  9. Prince Buster – Kiss You Again (Blank)
  10. Audrey – You’ll Lose a Good Thing (Downtown 1969)
  11. Lloyd & Glen – Girl You’re Cold (Blank)
  12. Anthony Ellis – I’m The Ruler (Studio 1 1970)

texto

É minha primeira mix aqui no Per Raps e já vou logo apelando para as raridades retiradas diretamente do vinil, mix repleta de Skinhead reggae/Early reagge que foram escolhidas baseadas pelo meu gosto musical. Esses gêneros, junto com o ska, são a raíz da musica jamaicana, diferente do ROOTS que o pessoal aqui do Brasil costuma a gostar… hoje vocês vão conferir a verdadeira raíz da música jamaicana.Agora vocês me perguntam, o por que do nome skinhead reggae? A Jamaica era colônia da Inglaterra e, em 1962, conquistou a independência. Acontece que, nos anos seguintes, os jamaicanos perceberam que aquilo não iria mudar em nada a vida deles e a Jamaica continuaria a ser um país pobre. Então eles começaram a emigrar para a Inglaterra e, dentre esses imigrantes, estavam os Rude Boys.

Rude Boys eram os barras-pesadas da Jamaica, os ladrões e briguentos. Eles eram fãs de filmes de máfia e se vestiam igual aos mafiosos (ternos alinhados e mais justos). Esse era o grande público de reggae da Jamaica nessa época. Os Mods, por sua vez, eram garotos ingleses que existiam no final dos anos 50 e que curtiam música negra norte-americana, como jazz, soul e rhytmn and blues. Foi questão de tempo pra esses dois grupos perceberam muitas afinidades e daí nascer a cultura Skinhead.

A cultura Skinhead, em seu começo, nada tinha a ver com racismo ou qualquer forma discriminatória, mas sim com o amar a música jamaicana, dançar mais do que todo mundo e ter uma forma peculiar de se vestir.

E o que tudo isso tem a ver com música? Essa é, para muita gente, a melhor época do Reggae. Durante esses anos, músicos jamaicanos faziam música comercial pra agradar o seu novo público inglês, os tais Skinheads, e justamente por isso, passou-se a se chamar muito tempo depois de Skinhead Reggae.

Os temas Skinhead Reggae/Early Reggae geralmente tratava de fatos do cotidiano, como sexo, tretas, violência, vandalismo e até por temas incomuns. É comum também o uso do orgão Hammond em diversas faixas dessa época, que é tão importante quanto os vocais, vide as faixas de reggae instrumental que separei nessa mix. Então vamos comentar algumas faixas que são importantes para o reggae e para música em geral.

A primeira faixa se trata de uma produção do engenheiro eletrônico Joe Gibbs, que também é o fundador da label Amalgamated (selecionei diversos compactos dessa label na mix), que lançou diversos sucessos obscuros no final da década de 60. Joe Gibbs passou um tempo nos Estados Unidos como eletricista, voltou a Jamaica e em sua loja que consertava TV’s começou a vender discos. Com o grande crescimento da cena musical, Gibbs começou a gravar no fundo de sua loja alguns artistas com a ajuda de Lee Perry (que na época não era mais sócio de ‘Coxsone Dodd’) e foi ai que o selo Amalgamated nasceu.

A terceira faixa é a do mestre Count Matchuki, o primeiro deejay jamaicano e é de extrema importância para a música mundial. Influenciou nomes como King Stitt, U Roy, Dennis Alcapone, Prince Far I, Dilling, Lone Ranger e outros grandes Deejays da ilha. Foi ele quem criou o ‘Reggae Scorcher’ que influenciou na criação de outros estilos musicais, como o Dancehall, o ragga e até mesmo o rap.

Começou repetindo chamadas para festas nas introduções das músicas e percebeu que as pessoas gostavam de um ‘mestre de cerimonias’, não feliz em só repetir as mesmas coisas, Machuki começou a compor suas próprias falas, assim ganhando muitos admiradores. Foi ele quem começou também os chamados “peps”, o famoso som vocal repetido diversas vezes acompanhando a batida da música, muito popular no Ska. A pronuncia mais próxima seria algo como ‘chika-a-took-chika-a-took-chika-a-took’, bem notável na música selecionada nessa mix.

Os “peps” criados por Count Matchuki são as raízes do que nós conhecemos hoje como beat box. Count Matchuki era preciso com suas frases, não as despejava como os outros deejays. U-Roy um dia disse: “Count Matchuki é perfeito, é fácil fazer faixas de scorcher com milhares de frases, díficil é ter a precisão de Matchuki”.

Então muito respeito para Count Matchuki, sem ele, o rap não seria o mesmo.



Original Sundays

O final de semana está fraco? Então se liga no melhor final de domingo pra você que quer ragga, reggae, dub, ska, rap, dirth south, grooves, enfim, tudo que faça balançar – em Belo Horizonte: Original Sundays na Arcadium.
ct

Nothin’ Like the Oldschool

O Dj e protudor inglês Flex lançou em 2005 um compacto com 2 mashup’s. No lado A do disco esta um dancehall com Buju Banto e Richie Spice nos vocais ao som do Riddim clássico da Studio One, Real Rock Riddim. No lado B é que esta a melhor faixa, um maschup muito bem feito com o classico Rocksteady de Alton Ellis e a musica Nothing Like The Old School do rapper Tupac Shakur.

Os remixes e versões sempre tiveram um papel muito importante na musica da Jamaica, os produtores e engenheiros de som jamaicanos praticamente criaram o conceito de remix com o Dub e toda cultura dos Riddims. Eu acho que produções como estas ajudam a manter viva esta cultura, e ainda nos proporcionam ouvir encontros como estes, com dois grandes artistas que provavelmente nunca se encontrariam.

nothinglikerocksteady

A – Buju Banto & Richie Spice – The Sensi Rock

B – Alton Ellis & Tupac – Nothing Like Rocksteady

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