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Mixtape #02 by Zumberto

Já está virando tradição e sempre quando uma edição do RoodBoss Soundsystem se aproxima, Zumberto (RoodBoss Selector) solta uma mixtape com um gostinho do que está por vir. Pois bem, então, para embalar para o próximo RBS (27/11/2010) aqui vai a segunda (#02) mixtape, transitando pelos vários estilos da música jamaicana. Pessoalmente achei que ficou bem bacana e espero que todos gostem.

Dêem suas opniões! ;)

PS.: Para quem gostar de alguma música específica e não souber o nome, o streaming foi todo comentado com o lista das músicas.

Mixtape by Sono | Skinhead Reggae e Rap?

Recentemente Sono do You&Me, selector do Jurassic Sound System e também redator para o blog 2 Deep Mixtape da MTV fez uma mixtape de Skinhead Reggae para o blog Per Raps. Para acompanhar a mix, um belo texto sobre a relação entre esse ritmo e o Rap. Muitos podem achar que reggae e rap não tem nada a ver, mas enganam-se. Apreciem o som enquanto fazem uma boa leitura:

tracklist

  1. Joe Gibbs All Stars – Hijacked (Amalgamated 1970)
  2. The Dynamites – Dulcimenia (Clandisc 1969)
  3. Count Matchuki – Movements (The Joe Gibbs Way) (Amalgamated 1970)
  4. GG All Stars – Barbabus (Blank)
  5. Desmond Reily – Out Your Fire (Downtown 1970)
  6. The Young Souls – Man A Wail (Amalgamated 1969)
  7. Tony Scott – What Am I To Do (Escort 1969)
  8. The Charmers – What Should I Do (Blank)
  9. Prince Buster – Kiss You Again (Blank)
  10. Audrey – You’ll Lose a Good Thing (Downtown 1969)
  11. Lloyd & Glen – Girl You’re Cold (Blank)
  12. Anthony Ellis – I’m The Ruler (Studio 1 1970)

texto

É minha primeira mix aqui no Per Raps e já vou logo apelando para as raridades retiradas diretamente do vinil, mix repleta de Skinhead reggae/Early reagge que foram escolhidas baseadas pelo meu gosto musical. Esses gêneros, junto com o ska, são a raíz da musica jamaicana, diferente do ROOTS que o pessoal aqui do Brasil costuma a gostar… hoje vocês vão conferir a verdadeira raíz da música jamaicana.Agora vocês me perguntam, o por que do nome skinhead reggae? A Jamaica era colônia da Inglaterra e, em 1962, conquistou a independência. Acontece que, nos anos seguintes, os jamaicanos perceberam que aquilo não iria mudar em nada a vida deles e a Jamaica continuaria a ser um país pobre. Então eles começaram a emigrar para a Inglaterra e, dentre esses imigrantes, estavam os Rude Boys.

Rude Boys eram os barras-pesadas da Jamaica, os ladrões e briguentos. Eles eram fãs de filmes de máfia e se vestiam igual aos mafiosos (ternos alinhados e mais justos). Esse era o grande público de reggae da Jamaica nessa época. Os Mods, por sua vez, eram garotos ingleses que existiam no final dos anos 50 e que curtiam música negra norte-americana, como jazz, soul e rhytmn and blues. Foi questão de tempo pra esses dois grupos perceberam muitas afinidades e daí nascer a cultura Skinhead.

A cultura Skinhead, em seu começo, nada tinha a ver com racismo ou qualquer forma discriminatória, mas sim com o amar a música jamaicana, dançar mais do que todo mundo e ter uma forma peculiar de se vestir.

E o que tudo isso tem a ver com música? Essa é, para muita gente, a melhor época do Reggae. Durante esses anos, músicos jamaicanos faziam música comercial pra agradar o seu novo público inglês, os tais Skinheads, e justamente por isso, passou-se a se chamar muito tempo depois de Skinhead Reggae.

Os temas Skinhead Reggae/Early Reggae geralmente tratava de fatos do cotidiano, como sexo, tretas, violência, vandalismo e até por temas incomuns. É comum também o uso do orgão Hammond em diversas faixas dessa época, que é tão importante quanto os vocais, vide as faixas de reggae instrumental que separei nessa mix. Então vamos comentar algumas faixas que são importantes para o reggae e para música em geral.

A primeira faixa se trata de uma produção do engenheiro eletrônico Joe Gibbs, que também é o fundador da label Amalgamated (selecionei diversos compactos dessa label na mix), que lançou diversos sucessos obscuros no final da década de 60. Joe Gibbs passou um tempo nos Estados Unidos como eletricista, voltou a Jamaica e em sua loja que consertava TV’s começou a vender discos. Com o grande crescimento da cena musical, Gibbs começou a gravar no fundo de sua loja alguns artistas com a ajuda de Lee Perry (que na época não era mais sócio de ‘Coxsone Dodd’) e foi ai que o selo Amalgamated nasceu.

A terceira faixa é a do mestre Count Matchuki, o primeiro deejay jamaicano e é de extrema importância para a música mundial. Influenciou nomes como King Stitt, U Roy, Dennis Alcapone, Prince Far I, Dilling, Lone Ranger e outros grandes Deejays da ilha. Foi ele quem criou o ‘Reggae Scorcher’ que influenciou na criação de outros estilos musicais, como o Dancehall, o ragga e até mesmo o rap.

Começou repetindo chamadas para festas nas introduções das músicas e percebeu que as pessoas gostavam de um ‘mestre de cerimonias’, não feliz em só repetir as mesmas coisas, Machuki começou a compor suas próprias falas, assim ganhando muitos admiradores. Foi ele quem começou também os chamados “peps”, o famoso som vocal repetido diversas vezes acompanhando a batida da música, muito popular no Ska. A pronuncia mais próxima seria algo como ‘chika-a-took-chika-a-took-chika-a-took’, bem notável na música selecionada nessa mix.

Os “peps” criados por Count Matchuki são as raízes do que nós conhecemos hoje como beat box. Count Matchuki era preciso com suas frases, não as despejava como os outros deejays. U-Roy um dia disse: “Count Matchuki é perfeito, é fácil fazer faixas de scorcher com milhares de frases, díficil é ter a precisão de Matchuki”.

Então muito respeito para Count Matchuki, sem ele, o rap não seria o mesmo.



Duelo de mc’s

A convite do pessoal do família de rua e do meu amigo e Dj David Zaidan, fui convidado a tocar na batalha de mc’s na última sexta fazendo um set especial de música jamaicana. Fiz um apanhado geral do sons da ilha e algumas influências maneiras. Essa é uma mixtape séria uma vez em que eu estava ansioso pra tocar no duelo e o set foi feito e refeito durante uns bons 3 meses.

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O duelo de mcs acontece toda sexta a mais de um ano em baixo do viaduto de Santa Tereza no centro de Belo Horizonte. É um evento cultural que já virou parte da cidade. Pessoas de todos os tipos se encontram em baixo do viaduto pra ver mcs duelando, b-boys mandando ver no breake, grafitte rolando ao vivo, bandas ao vivo  e djs(entre eles o mestre veterano roger dee). Fora as gatinhas….

Pra quem quiser sacar o set e jogar no ipod ta ae. Na minha opinião o melhor set que ja fiz jamaicano. Escuta ae e me dá idéia. pá…

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Download.

é tudo nosso!!!

One morning in the Summer Mixtape

Vai ai mais uma mixtape de verão, dessa vez é do nosso amigo Jahnu, DJ residente da festa Original Sundays no Arcadium.

A mixtape segua linha do Dancehall e do New Roots com artistas nacionais e internacionais como Luciano, Ms Ivy, Anthony B, Renegado e Bounty Killer. Destaque para musica Under Mi Sleng Teng de Wayne Smith que é conseiderada por muitos a primeira a usar um riddim totalmente digital, o Sleng Teng riddim.

ORIGINAL SUNDAYS presents JAHNU: One Morning In The Summer – Mixtape – Jan 09

DOWNLOAD

Tracklist:

01. Gentelman – Serenity

02. Estelle feat. Sean Paul – Come Over (12’inch)

03. Renegado – A Coisa É Séria (originalextendmix)

04. Actitud Maria Marta – Resurrection

05. Luciano – Visions

06. Qshandia – I Rejoice

07. Ms Ivy – Paz E União

08. Pato Banton – A Better Place (7’inch)

09. Sly & Robbie Meets Paragons – Only Smile

10. Prince Junior – Special Lady

11. Prince Lincoln – Come Spring

12. The Tamlins – Baltimore

13. Anthony B – Yard And Broad

14. Yami Bolo – Hotta Fire

15. Wayne Smith – Under Mi Sleng Teng (original version)

16. Bounty Killer – Lodge

17. Jah Cure feat. Sizzla – King In The Jungle

18. Rob Symeone – No More (Amon’s afro Latin remix)

19. Quantic presenta Flowering Inferno – Alegria En Bella Vista

20. Laskez – Polititik

21. Carlton & The Shoes – Give Me Little More


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