Posts Tagged 'king stitt'

King Stitt – Reggae Fire Beat [1996]

Continuando no embalo do próximo sábado, em que nós, belorizontinos, teremos a oportunidade de ver ao vivo uma grande lenda: KING STITT, disponibilizo mais um álbum do Rei.

Reggae Fire Beat” é um release de 1996, apesar das gravações datarem os anos de 1969-70. É uma compilação de músicas gravadas por Stitt com produção de Eccles. Este (re)lançamento saiu pelo selo Jamaican Gold.

Tracklist:

  1. King Alpha (The Beginning)
  2. Dance Beat 1
  3. Jump For Joy
  4. Soul Language
  5. Herbsman Shuffle
  6. Lick It Back
  7. Lee Van Cleef
  8. On The Street
  9. Vigorton Two
  10. Oh Yeah
  11. Fire Corner
  12. I For I
  13. In The City
  14. Rub A Dub
  15. Sounds Of The 70’s
  16. Christmas Tree
  17. King Of Kings
  18. Queen Omega (The End)

http://sharebee.com/8d694f94

Link retirado de http://ismoketwojoints.blogspot.com

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The Dynamites – Fire Corner [1969]

Aproveitando a semana em que o King Stitt estará em Beagá e para o público conhecer um pouco mais do artista, um álbum lançado pela primeira vez em 1969 pela Clandisc: “Fire Corner“. Da banda Dynamites conta com participação do King Stitt “deejaying” e Winston Wright nos teclados. Produção de Clancy Eccles. PEDRA!!

Tracklist:

  1. The Dynamites – Eternally
  2. The Dynamites – Sam-Fie
  3. The Dynamites – I Did It
  4. The Dynamites – This Is The Night
  5. The Dynamites – One Way Street
  6. The Dynamites – John Public
  7. The Dynamites – Skokiaan (Mr Midnight)
  8. King Stitt – Soul Language
  9. The Dynamites – Say What You Say
  10. King Stitt – Vigorton Two
  11. The Dynamites – Next Corner
  12. King Stitt – Fire Corner

http://sharebee.com/e0ef83a8

Link retirado de http://ismoketwojoints.blogspot.com

King Stitt, o por quê de ir em sua apresentação?

Alguma pessoas podem estar se perguntando: “Quem afinal é King Stitt e por que esses caras do RoodBoss fazem tanta festa quando falam dele?”. Tentarei explicar em alguns parágrafos a importância de receber alguém como ele no Brasil.

King Stitt é foundation! Quando digo isso, quero dizer que Winston Sparkes (seu nome de batismo) faz parte do grupo de artistas que vivenciou e participou  da música jamaicana desde sua origem. Em 1958 ele já segurava o microfone e ajudava a construir um estilo de “interação musical” que marcou a cultura musical da Jamaica: o deejay. Stitt junto com Count Machuki e Sir Lord Comic, são considerados os três grandes pioneiros dessa forma de “cantar” e que influênciou nomes como U-Roy, I-Roy, Big Youth, Dave Barker, Dennis Alcapone, Lone Ranger, entre tantos outros. No inicio os deejays estavam a frente dos sound systems. Eram eles que animavam o público. Apresentavam a música que seria tocada (como um locutor de rádio) ou interagiam com ela, criando “versos” que respondiam outro da canção, por exemplo. Na maioria das vezes esses versos se tornavam uma assinatura de cada deejay.

O estilo deejay não foi apenas importante na ilha, ele influênciou, ou melhor, foi precurssor do rap americano. No início da cultura hip-hop, na década de 1970, um dos primeiros DJs/rappers (note que aqui não quero dizer deejay e sim, Disc Jokey como comumente conhecemos) foi Kool Herc, imigrante jamaicano nos EUA que, inspirados na cultura de sua terra natal, fazia versos simples sobre as músicas em suas festas que aconteciam no Bronx, Nova York.  Esse contexto foi o berço de um dos estilos musicais mais conhecidos e difundidos no mundo atualmente, o rap, que compõe um dos três ramos da cultura hip-hop, junto com o break (dança) e o grafite (artes plástica).

Foi Count Machuki, a frente do Sir Coxsone’s Downbeat quem introduziu Stitt ao “deejaying”.  Segundo a história, Machuki achou que Stitt dançava muito bem e disse a ele que sendo um bom dançarino seria também um excelente deejay. A partir daí, Stitt passou a trabalhar com Coxsone, antes mesmo de existir um ritmo chamado Ska. Nessa época os sistemas de som jamaicanos tocavam música negra americana como jazz, R&B, boogie woogie e soul. A princípio, Stitt foi o segundo deejay de Dodd assumindo a posição principal com a saída de Machuki e U-Roy passando para seu posto. Por trabalhar com Coxsone, King Stitt vivenciou e participou de toda a trajetória do que é considerado o mais importante estúdio jamaicano, o Studio One, considerado a Motown jamaicana. Esse paralelo é feito ao considerar a  importância que o Studio One representou para a música da Jamaica, assim como foi a Motown para a música negra americana.

Nascido com uma paralisia facial, causando-lhe uma deformação, King Stitt aproveitou-se de sua anomalia e transformou-a em sua “marca”. Apelidou-se de “The Ugly One” (o feio) em referência ao filme do italiano Sergio Leone “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do velho oeste.

Apesar do trabalho que fazia junto com Clement “Coxsone” Dodd desde o final da década de 1950, foi apenas no final de 1960 que Sitt teve seu primeiro material gravado e lançado pelo produtor Clancy Eccles junto com os Dynamites como backing band. Gravações como “Fire Corner”, “Virgoton 2” e “Lee Van Cleef” foram grandes sucessos na época, sob os labels Clandisc, Newbeat (Jamaica) e Trojan’s Clandisc (Inglaterra). Com o sucesso atingindo por Sitt nas gravações feitas por Eccles, mais tarde, Dodd começou também a  gravar e lançar materiais com King Stitt. Um desses lançamentos, já na década de 1990 é o álbum “Dance Hall 63’”, uma compilação de clássicos do Studio One com a interação de Stitt. Uma reprodução em forma de disco das suas atuações no Sir Coxsone’s Downbeat.

King Stitt é uma lenda viva! Vivenciou todos os momentos da música jamaicana, da cultura sound system, participou das origens e influênciou centenas. Foi pioneiro em um estilo vocal que marcou não só a ilha caribenha, mas a música no mundo como um todo. Não há como descrever a importância de receber um artista como ele em Belo Horizonte. Aos 71 anos de idade, é a primeira vez que Stitt se apresenta como principal atração fora da Jamaica. É o deejay mais velho ainda vivo, um dos três pioneiros, sendo o mais representativo dos três.  Faz parte da história musical mundial. Repetindo, É UMA LENDA e uma honra para nós, belorizontinos, poder recebê-lo aqui!

Serviço:
RoodBoss Downbeat – King Stitt + Jurassic Sound Selection + Muamba Sound Selection + RoodBoss Soundsystem
Sábado 08/10/11 à partir das 22h no Mercado das Borboletas (Mercado Novo. Av. Olegário Maciel 742, 3º piso, Belo Horizonte/MG)
Entrada: a partir de R$20 (primeiro lote) | compre antecipado em http://roodboss.com/ugly
Mais informações: http://roodboss.com

PROMOÇÃO para RoodBoss DownBeat com King Stitt

No sábado, dia 08/10/2011, Beagá será marcada pela apresentação do pioneiro/lendário deejay jamaicano KING STITT. Para ficar ainda mais fácil de ir, o RoodBoss está fazendo uma promoção relâmpago. De hoje até amanhã os primeiros compradores pagarão apenas R$ 15,00. Então não fique parado, corra e garanta a entrada para o show. Acesse: http://roodboss.com/ugly15 – o pagamento pode ser feito através de boleto, cartão de crédito e transferência online, todas as opções para satisfazer a todos.

Em breve mais informações sobre o RoodBoss Downbeat com o King Stitt, aqui no Beagá Ska.


RoodBoss Downbeat {KING STITT} (Facebook)
  • Sábado, 08/10/2011 das 22 às 06h
  • Mercado das Borboletas (Mercado Novo) – Av. Olegário Maciel 742, 3º piso – Belo Horizonte, Brazil / Estacionamento no local
  • Ska, Rocksteady, Reggay, Lovers, Dubwise, Dancehall, Rub-a-dub, etc.
  • PROMO $15, 1º lote $20, 2º lote $25, 3º lote $30 (compra online em http://roodboss.com)

Qual a origem da palavra SKA?

Navegando aleatóriamente pela web, me deparei com esse fantástico vídeo  (em inglês) que trata da origem da palavra Ska. Além do tema ser interessante, outro atrativo são as entrevistas feitas com diversos artistas conhecidos, como King Stitt, Prince Buster, Byron Lee etc.

Não sei se entendi tudo certinho (inglês britânico eu já tenho dificuldade de entender, jamaicano então…), mas tento explicar. De forma resumida, quatro teorias são propostas, mas primeiro assista e depois leia ;).

1º: O Ska surgiu como uma onomatopéia para determinar o som feito pela guitarra. Segundo Norma Dodd, era assim que seu marido, Sir Coxone Dodd (dono e produtor do Studio One), reproduzia os beats de suas idéias para as canções.

2º: O termo teria vindo de Scat (outra terminologia musical) usada no jazz e que ficou famosa por Louis Armstrong. Scat é uma técnica de “cantar”/vocalizar usando sílabas embaralhadas e/ou palavras para respresentar o solo de um instrumento. Seria dessa influência do jazz que a palavra Ska teria surgido.

3º: O músico Cluet Johnson, amigo e integrante da banda de estúdio de Coxsone, saudava as pessoas usando o termoSkavoovie” e de acordo com algumas pessoas de Kingston teria sido dessa “gíria” que a palavra Ska veio para designar o ritmo.

4º:  De acordo com Prince Buster, Ska teria origem no nome de um amigo, chamado “Scatter“. Essa foi a teoria que eu entendi menos e não sei se ele disse mais alguma coisa a respeito, mas além de um nome, “scatter” também é usado em uma de suas músicas (“Shanty Town“) e significa dispersar (move).

King Stitt – Dancehall ’63 [1993]

Navegando por blogs e olhando uns post recentes do YOU AND ME ON A JAMBOREE, me deparei com este aqui, achei muito bacana ouvir o King Stitt fazendo a dubplate para o Jurassic Sound System (quem não sabe o que é dubplate leia o tópico linkado). Motivado por isso, coloco aqui um álbum desse sensacional sujeito, The Ugly One, rei dos DEEJAYS.

Stitt é um DEEJAY de Sound System e foi um dos pioneiros junto com Count Machuki a colocar vocal sobre as músicas o que mais tarde influenciaria o rap e hip-hop. Nascido com um problema facial, utilizou disso para se promover, intitulando-se: The Ugly One, referência ao filme “The Good, the Bad and the Ugly”, famoso bang-bang italiano com Clint Eastwood.

Esse breve histórico pode ser mais detalhado nesse post aqui, também do YOU AND ME ON A JAMBOREE (quem não conhece o blog, precisa conhecer), que conta a biografia de tal figura. Leitura mais que obrigatória.

Sobre o álbum, ressalva para as faixas: “Iron Bar” – usa a mesma base de “Jamaica Farewell” do Desmond Dekker do álbum Halfway to Paradise; e “On the Beach”.

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