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RoodBoss Soundsystem + Jurassic Soundsystem Selection – 19/03/2011, Pça da Assembléia

19 de Março de 2011 é a data agendada para a décima edição do RoodBoss Soundsystem. O sistema de som será instalado pela segunda vez na Praça da Assembléia (Praça Carlos Chagas), local espaçoso e agradável que acomoda muito bem os apreciadores do projeto.

Os seletores do RBS estiveram recentemente em Kingston onde tiveram a oportunidade de conhecer diversos artistas, gravar dubs exclusivas e agregar novos discos à coleção. Muita coisa foi reservada pra estrear neste dia. Os integrantes do Jurassic Sound System / You & Me on a Jamboree estiveram juntos nessa viagem, garimparam muita coisa por lá também e estarão presentes carregados do enorme acervo que possuem. Seleção indiscutivelmente de primeira!

Devemos acrescentar que o RoodBoss valoriza a cidade e seus habitantes, potencializando e incentivando o uso do espaço público para promover convivência, diversão e cultura. Existe muita dedicação em fazer um evento desse tipo acontecer e é muito gratificante obter o usual apreciamento do público.

Uma vez que o evento acontece de forma totalmente independente, movido apenas pela boa vontade de alguns jovens amantes da cultura jamaicana, é necessário que exista nos presentes um forte espírito de colaboração. Estamos falando do carinho em manter o espaço limpo, jardins preservados e o lixo recolhido na lixeira. Como inevitáveis gastos fazem parte deste tipo de iniciativa, sugerimos a doação de R$ 1,00 para ajudar na manutenção. Você receberá um adesivo do projeto pela boa vontade. Compreenda e faça a sua parte. A participação de cada um é fundamental.

Nos encontramos lá! Traga amigos e familiares para curtir esse som.

Links

1ª Jamboree de 2011

A primeira festa Jamboree de 2011 e digo mais, a primeira Jamboree da DÉCADA (nuh!) terá a participação de 2 sounds (além do anfitrião Jurassic Soundsystem é claro). Tratam-se das crews do Reggay420 (Santos) e RoodBoss (Belo Horizonte) nas seleções.

O que rola é que pessoas dessas 3 galeras, foram pra Jamaica atrás de diversão, Red Stripes e principalmente discos que só são encontrados lá! Ou seja, vão ser sei lá quantas horas só de pedradas jamaicanas ainda com o doce aroma da Ilha (alguns com aroma não tão doce…)

Então, você, seu belorizontino juvenil que vai estar perdido em São Paulo sem o que fazer, já se conformando em ir nessas baladas de muderno que cobram seu olho esquerdo de entrada só pra ver se pega umas gatinhas paulistanas, mas provavelmente nem vai pegar porque voce é feio, dai vc fica sem dinheiro pra beber e volta pro hotel a tempo de pegar o filme da Emmanuelle na Band e se perguntar por que ninguém gosta de voce e acordar em posição fetal ainda sem dinheiro pra beber, com uma passagem da Cometa de volta pra Minas e voce volta e sente calor como se estivesse em uma virilha e fica deprimido, perde o emprego, vira alcoolatra e provavelmente vai acabar morto dentro do rio Arrudas… É ISSO QUE VOCÊ QUER?

Então, esta é a solução ;D a entrada é R$ 12 pra quem mandar o nome para festajamboree@gmail.com e R$15 pra quem tiver vacilado pesado…

Então é isso aí… stay rood! ;)

Relatos da Virada

Estive na Virada Cultural e Ilegal, que aconteceu em São Paulo, este final de semana que passou. O balanço final foi: consegui assistir Booker T, The Temptations Experience e Big Youth, além de curtir e discotecar na Virada Ilegal com o Jurassic Soundsystem e convidados.

SHOWS

1º Booker T: o show deixou a desejar, mas não pela apresentação e sim pela produção. O palco do Boulevar São João, pelo menos na madrugada de sábado para domingo (pode ser que tenham melhorado no decorrer do evento), estava uma merda! O som estava baixo, não estava regulado e ninguém fazia nada para consertar. Por exemplo, no show do Booker T parecia que o teclado estava mais baixo que a banda, o som ficava meio abafado, ainda mais quando o guitarrista começava a solar loucamente. Não sei dizer se era proposital o fato do teclado ficar mais baixo que o resto da banda, mas como o show era do Booker T, acho que o teclado era o principal da apresentação, sem contar que a sonoridade do Hammond é maravilhosa. Em uma escala de 1 a 10 eu daria nota 6 ao show.

2º The Temptations Experience: na sequência, no mesmo palco,  o show dos Temptations. Os problemas de produção continuaram, um dos microfones simplesmente não funcionava. É inaceitável a falta de um microfone, afinal o grupo tem como característa o doo-whop como estilo de vocal e o conjunto das vozes é fundamental para a apresentação. Apesar dos problemas, o show foi ótimo! A presença de palco dos integrantes é sensacional, dançando com seus ternos roxos e sapatos de couro, fazendo coreografias o tempo inteiro e sempre com sorrisos. Foi demais, mesmo com os defeitos da produção. O show foi curto, mas foi suficiente. Vários clássicos no repertório, como “My Girl”, “Get Ready” (abriu a apresentação), “Papa Was a Rolling Stone”, “I Wish it Would Rain” etc. Em uma escala de 1 a 10 eu daria nota 8 ao show.

O Experience no nome do grupo é porque este não é formado pelo membros originais e apenas Glenn Leonard (o mais a esquerda no vídeo abaixo) realmente passou pela banda como cantor principal de 1975 à 1983.

O áudio desse vídeo está ruim, mas a imagem está ótima

3º Big Youth: descansado, no segundo dia da Virada, show do Big Youth no palco da Barão de Limeira. Para ser breve, o show foi FODA! Velho maluco no palco, estiloso, dançando, pulando, batendo cabeça com os dreads, muito bom! O repertório eu não conhecia tanto, mas a música era boa e a presença de palco estava acima da média. Na apresentação, Jah Youth, como também é conhecido, cantou com o filho Tafari, que é cantor de rap. Foi jóia! Melhor do que descrever, é assistir. Em uma escala de 1 a 10 eu daria nota 9 ao show

VIRADA ILEGAL

Os trabalhos começaram na sexta com o ajuste do soundsystem. No sábado, esforço físico para carregar as “toneladas” de caixas até a Praça da Sé. Por volta de 18:00 já estava tudo pronto para ligar e às 20:00 o som foi ligado de fato. Algumas regulagens finais e tudo pronto. Foram 7 horas de música jamaicana. Discotequei no início com o Jurássico, representando o RoodBoss, até sair para assistir Booker T e Temptations. Voltei mais ou menos às 3:00 e o público tinha triplicado, a pequena rua Simpliciana estava lotada. Hail Him estava finalizando seu set e o Kulcha Sounds já havia tocado. Depois de alguns minutos que o Jurássico e o Sono assumiram novamente o som, houve uma confusão que lamentavelmente resultou no fim da festa. Não entendo como que as pessoas não valorizam o trabalho dos outros, gasta-se dinheiro, tempo e esforço, para fazer um evento legal, cultural e alguns poucos conseguem estragar a diversão de muitos. Apesar do que houve, foi ÓTIMO e para quem perdeu a Virada, só lamento, rs!

RoodBoss na Virada Cultural, digo ILEGAL!!

Faz três anos que o Jurassic Soundsystem/Y&M fazem uma festa durante a Virada Cultural em São Paulo. A idéia do evento surgiu como uma forma de protesto, já que a prefeitura nunca aceitou o “pedido” deles para participar da Virada. Este ano até palco de música jamaicana tem, acho que de certa forma eles influênciaram o evento da Prefeitura de SP.

Pois então, sábado próximo, dia 15/05/2010, além do Jurassic com suas pedradas, já conhecidos pelos belorizontinos, terá RoodBoss Selection para contribuir com a festa. Vai ser foda, total RoodBoss style: na rua, de graça e para quem quiser ouvir. Então, quem tiver por lá, dá uma passadinha. De quebra pode ainda ouvir um pouco do Kulcha Sounds Hail Him e quem sabe, BIG YOUTH! Mais informações no flyer virtual e links abaixo.

Info:

Big Youth 15.05.10 na Virada Cultural SP

Alguém ainda não ouviu falar da Virada Cutural de São Paulo? São 24 horas de atrações no centro da capital paulista, começando na tarde de sábado e terminando no domingo. São diversas atrações, internacionais e nacionais.

Este ano, no palco da Alameda Barão de Limeira, haverá um palco voltado para o Reggae e a música jamaicana. Atrasões bem bacana se apresentarão: Orquestra Brasileira de Música Jamaicana, Leões de Israel, Pablo Moses (Jamaica), Clinton Fearon (Jamaica) etc. Mas a grande atração mesmo, será Big Youth (corre até um boato de que ele vai dar uma palhinha com o pessoal do Y&M/Jurassic Soundsystem na #viradailegal).

No blog coletivoACTION há um post sobre o que esperar do show dessa lenda jamaicana. Um dos pontos do texto é sobre o último álbum feito por Youth intitulado “Musicology”. Para aqueles que tiverem curiosidade de sentir a sonoridade do cara, ficam aqui links encontrados na internet.

  1. Glory to the king
  2. Everyone will be there
  3. Joy
  4. Give praises
  5. Love her
  6. She wants
  7. There is no love
  8. Three blind mice
  9. Sow good seeds
  10. Where were all them bwoy
  11. Happy birthday
  12. What we need is love
  13. Dance with me
  14. Pretty things
  15. Do bay day

DOWNLOAD

Reggae Against The Machine

Mais um RoodBoss passou, mas as comemorações de 1 ano da invasão jamaicana à cidade-bar vão continuar =D~ Dia 16 e 17 deste mês (dezembro) n’A Obra – Bar Dançante teremos 2 (DOIS!) dias de Reggae Against The Machine com 2 (DUAS!) atrações internacionais, além dos RoodBoss selectors e do Jurassic Soundsystem selectors (SP) no dia 16 com os paraguayos The Tempranos fazendo um early reggae de primeira, trueheavysound!!! E no dia 17 o canadense Chris Murray (que já tocou em BH com o Firebug e deixou ótimas lembranças =D).

As entradas custarão 12$ cada dia, comprando os 2 dias juntos sai por 20$… Não vacila =D

The Tempranos (PY) – myspace

Chris Murray (CAN) – myspace

Jurassic Soundsystem (SP) – myspaceblog

RoodBoss Soundsystem (BH) – website

Mixtape by Sono | Skinhead Reggae e Rap?

Recentemente Sono do You&Me, selector do Jurassic Sound System e também redator para o blog 2 Deep Mixtape da MTV fez uma mixtape de Skinhead Reggae para o blog Per Raps. Para acompanhar a mix, um belo texto sobre a relação entre esse ritmo e o Rap. Muitos podem achar que reggae e rap não tem nada a ver, mas enganam-se. Apreciem o som enquanto fazem uma boa leitura:

tracklist

  1. Joe Gibbs All Stars – Hijacked (Amalgamated 1970)
  2. The Dynamites – Dulcimenia (Clandisc 1969)
  3. Count Matchuki – Movements (The Joe Gibbs Way) (Amalgamated 1970)
  4. GG All Stars – Barbabus (Blank)
  5. Desmond Reily – Out Your Fire (Downtown 1970)
  6. The Young Souls – Man A Wail (Amalgamated 1969)
  7. Tony Scott – What Am I To Do (Escort 1969)
  8. The Charmers – What Should I Do (Blank)
  9. Prince Buster – Kiss You Again (Blank)
  10. Audrey – You’ll Lose a Good Thing (Downtown 1969)
  11. Lloyd & Glen – Girl You’re Cold (Blank)
  12. Anthony Ellis – I’m The Ruler (Studio 1 1970)

texto

É minha primeira mix aqui no Per Raps e já vou logo apelando para as raridades retiradas diretamente do vinil, mix repleta de Skinhead reggae/Early reagge que foram escolhidas baseadas pelo meu gosto musical. Esses gêneros, junto com o ska, são a raíz da musica jamaicana, diferente do ROOTS que o pessoal aqui do Brasil costuma a gostar… hoje vocês vão conferir a verdadeira raíz da música jamaicana.Agora vocês me perguntam, o por que do nome skinhead reggae? A Jamaica era colônia da Inglaterra e, em 1962, conquistou a independência. Acontece que, nos anos seguintes, os jamaicanos perceberam que aquilo não iria mudar em nada a vida deles e a Jamaica continuaria a ser um país pobre. Então eles começaram a emigrar para a Inglaterra e, dentre esses imigrantes, estavam os Rude Boys.

Rude Boys eram os barras-pesadas da Jamaica, os ladrões e briguentos. Eles eram fãs de filmes de máfia e se vestiam igual aos mafiosos (ternos alinhados e mais justos). Esse era o grande público de reggae da Jamaica nessa época. Os Mods, por sua vez, eram garotos ingleses que existiam no final dos anos 50 e que curtiam música negra norte-americana, como jazz, soul e rhytmn and blues. Foi questão de tempo pra esses dois grupos perceberam muitas afinidades e daí nascer a cultura Skinhead.

A cultura Skinhead, em seu começo, nada tinha a ver com racismo ou qualquer forma discriminatória, mas sim com o amar a música jamaicana, dançar mais do que todo mundo e ter uma forma peculiar de se vestir.

E o que tudo isso tem a ver com música? Essa é, para muita gente, a melhor época do Reggae. Durante esses anos, músicos jamaicanos faziam música comercial pra agradar o seu novo público inglês, os tais Skinheads, e justamente por isso, passou-se a se chamar muito tempo depois de Skinhead Reggae.

Os temas Skinhead Reggae/Early Reggae geralmente tratava de fatos do cotidiano, como sexo, tretas, violência, vandalismo e até por temas incomuns. É comum também o uso do orgão Hammond em diversas faixas dessa época, que é tão importante quanto os vocais, vide as faixas de reggae instrumental que separei nessa mix. Então vamos comentar algumas faixas que são importantes para o reggae e para música em geral.

A primeira faixa se trata de uma produção do engenheiro eletrônico Joe Gibbs, que também é o fundador da label Amalgamated (selecionei diversos compactos dessa label na mix), que lançou diversos sucessos obscuros no final da década de 60. Joe Gibbs passou um tempo nos Estados Unidos como eletricista, voltou a Jamaica e em sua loja que consertava TV’s começou a vender discos. Com o grande crescimento da cena musical, Gibbs começou a gravar no fundo de sua loja alguns artistas com a ajuda de Lee Perry (que na época não era mais sócio de ‘Coxsone Dodd’) e foi ai que o selo Amalgamated nasceu.

A terceira faixa é a do mestre Count Matchuki, o primeiro deejay jamaicano e é de extrema importância para a música mundial. Influenciou nomes como King Stitt, U Roy, Dennis Alcapone, Prince Far I, Dilling, Lone Ranger e outros grandes Deejays da ilha. Foi ele quem criou o ‘Reggae Scorcher’ que influenciou na criação de outros estilos musicais, como o Dancehall, o ragga e até mesmo o rap.

Começou repetindo chamadas para festas nas introduções das músicas e percebeu que as pessoas gostavam de um ‘mestre de cerimonias’, não feliz em só repetir as mesmas coisas, Machuki começou a compor suas próprias falas, assim ganhando muitos admiradores. Foi ele quem começou também os chamados “peps”, o famoso som vocal repetido diversas vezes acompanhando a batida da música, muito popular no Ska. A pronuncia mais próxima seria algo como ‘chika-a-took-chika-a-took-chika-a-took’, bem notável na música selecionada nessa mix.

Os “peps” criados por Count Matchuki são as raízes do que nós conhecemos hoje como beat box. Count Matchuki era preciso com suas frases, não as despejava como os outros deejays. U-Roy um dia disse: “Count Matchuki é perfeito, é fácil fazer faixas de scorcher com milhares de frases, díficil é ter a precisão de Matchuki”.

Então muito respeito para Count Matchuki, sem ele, o rap não seria o mesmo.




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