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Dennis “El Paso” Alcapone

Dennis Smith, jamaicano, nascido em 1947 e mais conhecido como Dennis Alcapone, passou a juventude frequentando os maiores e mais importantes sistemas de som da Jamaica: The Coxsone Downbeat (Clement Dodd — Studio One), Voice of The People (Prince Buster), The Trojan (Duke Reid — Treasure Isle) e principalmente King Tubby’s Home Town Hi-Fi (King Tubby) que estrelou U-Roy como deejay. Inspirado e apaixonado por este formato de festa, uniu forças com mais dois amigos e montou seu próprio sistema de som, intitulado “El Paso”. O ano era 1969.

Como deejay à frente do El Paso sound system, Dennis ganhou popularidade e seu talento logo despertou a atenção do cantor e produtor Keith Hudson, que o convidou para realizar diversas gravações ao longo do ano de 1970. O renomado produtor Clement “Coxsone” Dodd também ficou interessado no rapaz e lançou grandes hits pelo Studio One, adotando o nome “Alcapone” (apelido que ganhou dos amigos quando assistiram ao filme do gângster). Com Coxsone, gravou singles como Nanny Version (Larry Marshal – Nanny Goat), Power Version (Clarendonians – You Can’t Be Happy), Forever Version (Carlton & His Shoes – Love Me Forever), entre outros, que acabaram compilados em seu primeiro álbum. Também gravou diversos sucessos com Duke Reid, Bunny Lee e outros importantes produtores da ilha.

Alcapone foi um dos primeiros deejays jamaicanos a obter sucesso internacional e realizar turnês pela Europa em meados dos anos 1970. Com seu estilo bastante peculiar de “cantar” sobre as músicas, influenciou uma nova geração de deejays como I-Roy e o jovem Dillinger (que inclusive começou sua carreira sob o nome “Young Capone”). Em 1972 foi coroado pela revista jamaicana “Swing” como o melhor deejay, título que ajudou a aumentar sua popularidade e legião de fãs ao redor do mundo.

Lembrando que as origens do MC (mestre de cerimônias) no cenário musical atual, vem dos deejays da música jamaicana (não confundir com o DJ do hip hop, que teve sua origem no seletor da música jamaicana). O papel do deejay incluia incentivar os dançarinos e promover o sistema de som. Muitas vezes, devido ao público ser formado por pessoas de baixa renda dos guetos jamaicanos, os deejays também divulgavam notícias que ouviam nas rádios, devido ao fato de que ter um rádio em casa era um privilégio de poucos frequentadores dos salões de dança nessa época na Jamaica.

Em Dezembro de 2010, a equipe RoodBoss teve a oportunidade de conhecer Dennis Alcapone pessoalmente em Kingston e prestigiá-lo numa apresentação em praça pública. Da viagem ficaram registrados boas memórias e um vídeo exclusivo em que o deejay manda um salve aos brasileiros: “Big up, Brazil!”

Certamente, Alcapone possui um talento de originalidade inestimável. É com muito orgulho e honra que a equipe BeagáSka/RoodBoss comunica que, aos 64 anos de idade, ele estará em Beagá e pela primeira vez no sudeste brasileiro. Dennis se apresenta no dia 28 de Abril na festa RoodBoss Downbeat com RoodBoss Soundsystem. Mais um grande show com uma figura lendária da era de ouro da música jamaicana. YES, FROM JAMAICA TO BRAZIL!

C.a.p.o.n.e. Capone. Dennis Alcapone is coming!

The Dynamites – Fire Corner [1969]

Aproveitando a semana em que o King Stitt estará em Beagá e para o público conhecer um pouco mais do artista, um álbum lançado pela primeira vez em 1969 pela Clandisc: “Fire Corner“. Da banda Dynamites conta com participação do King Stitt “deejaying” e Winston Wright nos teclados. Produção de Clancy Eccles. PEDRA!!

Tracklist:

  1. The Dynamites – Eternally
  2. The Dynamites – Sam-Fie
  3. The Dynamites – I Did It
  4. The Dynamites – This Is The Night
  5. The Dynamites – One Way Street
  6. The Dynamites – John Public
  7. The Dynamites – Skokiaan (Mr Midnight)
  8. King Stitt – Soul Language
  9. The Dynamites – Say What You Say
  10. King Stitt – Vigorton Two
  11. The Dynamites – Next Corner
  12. King Stitt – Fire Corner

http://sharebee.com/e0ef83a8

Link retirado de http://ismoketwojoints.blogspot.com

King Stitt, o por quê de ir em sua apresentação?

Alguma pessoas podem estar se perguntando: “Quem afinal é King Stitt e por que esses caras do RoodBoss fazem tanta festa quando falam dele?”. Tentarei explicar em alguns parágrafos a importância de receber alguém como ele no Brasil.

King Stitt é foundation! Quando digo isso, quero dizer que Winston Sparkes (seu nome de batismo) faz parte do grupo de artistas que vivenciou e participou  da música jamaicana desde sua origem. Em 1958 ele já segurava o microfone e ajudava a construir um estilo de “interação musical” que marcou a cultura musical da Jamaica: o deejay. Stitt junto com Count Machuki e Sir Lord Comic, são considerados os três grandes pioneiros dessa forma de “cantar” e que influênciou nomes como U-Roy, I-Roy, Big Youth, Dave Barker, Dennis Alcapone, Lone Ranger, entre tantos outros. No inicio os deejays estavam a frente dos sound systems. Eram eles que animavam o público. Apresentavam a música que seria tocada (como um locutor de rádio) ou interagiam com ela, criando “versos” que respondiam outro da canção, por exemplo. Na maioria das vezes esses versos se tornavam uma assinatura de cada deejay.

O estilo deejay não foi apenas importante na ilha, ele influênciou, ou melhor, foi precurssor do rap americano. No início da cultura hip-hop, na década de 1970, um dos primeiros DJs/rappers (note que aqui não quero dizer deejay e sim, Disc Jokey como comumente conhecemos) foi Kool Herc, imigrante jamaicano nos EUA que, inspirados na cultura de sua terra natal, fazia versos simples sobre as músicas em suas festas que aconteciam no Bronx, Nova York.  Esse contexto foi o berço de um dos estilos musicais mais conhecidos e difundidos no mundo atualmente, o rap, que compõe um dos três ramos da cultura hip-hop, junto com o break (dança) e o grafite (artes plástica).

Foi Count Machuki, a frente do Sir Coxsone’s Downbeat quem introduziu Stitt ao “deejaying”.  Segundo a história, Machuki achou que Stitt dançava muito bem e disse a ele que sendo um bom dançarino seria também um excelente deejay. A partir daí, Stitt passou a trabalhar com Coxsone, antes mesmo de existir um ritmo chamado Ska. Nessa época os sistemas de som jamaicanos tocavam música negra americana como jazz, R&B, boogie woogie e soul. A princípio, Stitt foi o segundo deejay de Dodd assumindo a posição principal com a saída de Machuki e U-Roy passando para seu posto. Por trabalhar com Coxsone, King Stitt vivenciou e participou de toda a trajetória do que é considerado o mais importante estúdio jamaicano, o Studio One, considerado a Motown jamaicana. Esse paralelo é feito ao considerar a  importância que o Studio One representou para a música da Jamaica, assim como foi a Motown para a música negra americana.

Nascido com uma paralisia facial, causando-lhe uma deformação, King Stitt aproveitou-se de sua anomalia e transformou-a em sua “marca”. Apelidou-se de “The Ugly One” (o feio) em referência ao filme do italiano Sergio Leone “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do velho oeste.

Apesar do trabalho que fazia junto com Clement “Coxsone” Dodd desde o final da década de 1950, foi apenas no final de 1960 que Sitt teve seu primeiro material gravado e lançado pelo produtor Clancy Eccles junto com os Dynamites como backing band. Gravações como “Fire Corner”, “Virgoton 2” e “Lee Van Cleef” foram grandes sucessos na época, sob os labels Clandisc, Newbeat (Jamaica) e Trojan’s Clandisc (Inglaterra). Com o sucesso atingindo por Sitt nas gravações feitas por Eccles, mais tarde, Dodd começou também a  gravar e lançar materiais com King Stitt. Um desses lançamentos, já na década de 1990 é o álbum “Dance Hall 63’”, uma compilação de clássicos do Studio One com a interação de Stitt. Uma reprodução em forma de disco das suas atuações no Sir Coxsone’s Downbeat.

King Stitt é uma lenda viva! Vivenciou todos os momentos da música jamaicana, da cultura sound system, participou das origens e influênciou centenas. Foi pioneiro em um estilo vocal que marcou não só a ilha caribenha, mas a música no mundo como um todo. Não há como descrever a importância de receber um artista como ele em Belo Horizonte. Aos 71 anos de idade, é a primeira vez que Stitt se apresenta como principal atração fora da Jamaica. É o deejay mais velho ainda vivo, um dos três pioneiros, sendo o mais representativo dos três.  Faz parte da história musical mundial. Repetindo, É UMA LENDA e uma honra para nós, belorizontinos, poder recebê-lo aqui!

Serviço:
RoodBoss Downbeat – King Stitt + Jurassic Sound Selection + Muamba Sound Selection + RoodBoss Soundsystem
Sábado 08/10/11 à partir das 22h no Mercado das Borboletas (Mercado Novo. Av. Olegário Maciel 742, 3º piso, Belo Horizonte/MG)
Entrada: a partir de R$20 (primeiro lote) | compre antecipado em http://roodboss.com/ugly
Mais informações: http://roodboss.com

PROMOÇÃO para RoodBoss DownBeat com King Stitt

No sábado, dia 08/10/2011, Beagá será marcada pela apresentação do pioneiro/lendário deejay jamaicano KING STITT. Para ficar ainda mais fácil de ir, o RoodBoss está fazendo uma promoção relâmpago. De hoje até amanhã os primeiros compradores pagarão apenas R$ 15,00. Então não fique parado, corra e garanta a entrada para o show. Acesse: http://roodboss.com/ugly15 – o pagamento pode ser feito através de boleto, cartão de crédito e transferência online, todas as opções para satisfazer a todos.

Em breve mais informações sobre o RoodBoss Downbeat com o King Stitt, aqui no Beagá Ska.


RoodBoss Downbeat {KING STITT} (Facebook)
  • Sábado, 08/10/2011 das 22 às 06h
  • Mercado das Borboletas (Mercado Novo) – Av. Olegário Maciel 742, 3º piso – Belo Horizonte, Brazil / Estacionamento no local
  • Ska, Rocksteady, Reggay, Lovers, Dubwise, Dancehall, Rub-a-dub, etc.
  • PROMO $15, 1º lote $20, 2º lote $25, 3º lote $30 (compra online em http://roodboss.com)

RoodBoss Meets The Ska Professor – 20/08/11 @ Nelson Bordello

“I play ska, rocksteady and early reggae, and when I go out to play people rail up an gwaan … dem love it different.”

Dia 20/08/2011, sábado próximo, acontece mais uma edição do RoodBoss Downbeat. Nessa edição contaremos com a seleção do maior colecionador de “oldies” do mundo. Diretamente de Kingston, Jamaica: Dexter “Echo” Campbell.

Dexter Campbell, conhecido mundialmente como “The Ska Professor”, seleciona música desde os anos 60 e tem profundo conhecimento sobre Ska, Rocksteady e Early Reggae. Nos anos 70 fundou o sound system Echo Vibration com seu amigo e deejay General Echo. Os dois moravam em Montego Bay mas atuavam em “sound clashes” por toda a ilha. As lendárias gravações desses “clashes” são bastante valorizadas por aficionados da cultura sound system ao redor do mundo. Dexter roda a Jamaica e o mundo divulgando sua música. Esta é sua primeira vez no Brasil.

Participação especial: Jurássico [Jurassic Sound System — You & Me on a Jamboree — São Paulo]

Evento no Facebook

RoodBoss Downbeat [Ska Professor] — Sábado, dia 20/08/11 a partir das 22h no Nelson Bordello, rua Aarão Reis 554, Centro. R$20,00.

V.A. – Girls Like Dirt: 26 Killing Rocksteady Shots 1966-68 [Repost]

Atendendo a pedidos, novo link para a coletânea “Girls Like Dirt: 26 Killing Rocksteady Shots”, belíssima coletânea com 26 pedras sensacionais!

Meus destaques vão para:  Prince Buster – Let’s Go To The Dance; Roy Shirley – Music Is The Key (Soul Voice); Owen Gray – Rock It Down; The Termites – Pyaka Dem; Justin Hinds & The Dominoes – Save A Bread e é claro, a canção que dá nome à compilação The Uniques – Girls Like Dirt.

É muita pedra junta, excelente pra quem quer imergir no estilo ;)

  1. The Overtaker – Big Takeover
  2. Lloyd Matador – The Train
  3. The Termites – Drip Drop
  4. The Conquerers – On That Day
  5. Hemsley Morris – Love Is Strange
  6. All & Vibrators – Move Up
  7. The Uniques – Girls Like Dirt
  8. The Termites – Pyaka Dem
  9. Keith Blake – Musically
  10. Dermot Lynch – I`Ve Got Your Number
  11. The Creations – Meet Me At Eight
  12. Carl Dawkins – Running Shoes
  13. The Creations – Searching So Long
  14. Bob Stackie – Sock It Softly
  15. L. Sterling, Don D Jr 7 Collins – Three Wise Men
  16. Roy Shirley – Music Is The Key
  17. Owen Gray – Rock It Down
  18. Tommy McCook – Saboo
  19. Justin Hinds & The Dominoes – Save A Bread
  20. Prince Buster – Let`S Go To The Dance
  21. The Overtaker – Right Now
  22. Lynn Tait & The Jets – Soul Food
  23. Lester Sterling – Roadblock
  24. The Viceroys – Never Give Up
  25. The Righteous Flames – When A Girl Loves A Boy
  26. The Soul Tops – Swing Baby Swing

DOWNLOAD

O link foi originalmente retirado do You & Me On A Jamboree

Sábado 04/06/11, Tendências Urbanas: Fase 2 @ Praça do Barão em Sabará

Os seletores do RoodBoss  Soundsystem foram convidados para participar do Tendências Urbanas que tem produção do Coletivo Fórceps de Sabará (que faz parte do Circuito Fora do Eixo). É com satisfação que fazemos essa participação por ser um evento que trata exatamente de uma das propostas do RoodBoss: ocupação do espaço público. Deixo embaixo um texto de João Rafael retirado do blog Fórceps:

A invasão cultural já tem data marcada: 4 de junho na Pista de Skates da Praça do Barão, também conhecida como Praça do Skate de Sabará. A pista está sendo toda reformada e já recebe os últimos ajustes da prefeitura para receber o projeto em seu segundo momento (a primeira etapa ocorreu nos dias 5 e 6 de maio, em formato de seminário) que mostrará ao público gratuitamente uma série manifestações culturais e atrações que estão despontando no cenário musical mineiro, de diferentes estilos, com propostas distintas, mas com uma coisa em comum: São todas Tendências Urbanas.

A partir das 10h da manhã, os skatistas começarão a esquentar as rodinhas de seus skates, preparando para um campeonato para iniciantes e amadores que acontecerá dutante o dia. Os interessados se inscreverão na hora e os que não pretendem competir poderão circular livremente durante o evento apresentando suas manobras.

A partir das 13h o som tomará oficialmente conta da praça, com a discotecagem colaborativa do Fórceps. Vários membros do coletivo irão apresentar um pouco de suas influências sonoras. Em seguida, sobe ao palco os Seletores do Roodboss SoundSystem, apresentando diferentes vertentes da música jamaicana, através do formato “SoundSystem”, conceito da terra de Bob Marley que leva o público ao delírio sonoro em lugares públicos.

O Tendências Urbanas: Fase 2 também será palco de estreia. A banda local, Basura, se apresentará pela primeira vez para um público. O trio faz parte do Projeto ” Incubadora Fórceps” que trabalhará aspectos de formação e auto-gestão de bandas, preparando-as para o mercado independente. Em seguida dois conhecidos do público sabarense para fechar o evento: Julgamento (BH) que mescla rap com rock, com letras fortes e críticas sociais e Pequena Morte (BH) , representante forte do SKa mineiro. Ambas estão lançando discos novos e prometem um grande show em Sabará, para alegria dos que sentiram saudades após as duas apresentações marcantes das duas bandas durante o Escambo 2009.Além dos shows, durante o evento acontecerá um bate papo livre sobre a cultura hip hop e skate, grafiti e mostra de produtos de cultura jovem, na banca Fórceps. O Tendências Urbanasé produzido de forma colaborativa pelo Coletivo Fórceps, ONG nAção, coordenadoria da juventude de Sabará, secretaria de desenvolvimento social de Sabará, Prefeitura Municipal de Sabará e pelos skatistas da pista.

Nos próximos dias, você irá conhecer um pouco mais das atrações do Tendências Urbanas aqui. Acompanhe o blog e siga-nos no twitter!

Serviço

O que: Tendências Urbanas: Fase 2
Quem: Julgamento (BH), Pequena Morte (BH), Basura (Sabará), Seletores do Roodboss Soundsystem (BH), campeonato de skate, grafiti e bate papo.
Onde: Pista de Skate da Praça do Barão. Rua João Hamaceck, sem nº.
Quando: 4 de junho, a partir das 10h
Quanto: Evento Gratuito
Informações: 31 96763002 / eventos@forceps.com.br

Jamaica belorizontina: Jackie Bernard (9/4) + Skatalites (15/4)

A música jamaicana anda em alta em Belo Horizonte e diversos eventos tem cada vez mais incoporado elementos dessa cultura, nem que seja pelo menos na divulgação ou nome. Nos dias 09 e 15 de abril, Belo Horizonte se tornará a Jamaica Brasileira. Dois finais de semana seguidos que promete trazer o foco para a capital mineira quando o assunto é cultura jamaicana.

Jackie “Singer Man” Bernard retorna aos palcos

Sucessos como “Singer Man” e “Sufferer” emplacaram nas paradas jamaicanas durante as décadas de 60 e 70, gravadas pelo trio vocal The Kingstonians. À frente deste trio estava Jackie Bernard com sua voz peculiar e linda! O trio trabalhou ao lado dos mais renomados produtores da ilha como Derrick Harriott, Duke Reid, Lee Perry e Coxsone Dodd. Profissionais responsáveis pelo lançamento de diversos hits que contribuiram para a imortalização do cantor. Após anos sem subir aos palcos e aos 63 anos ele retorna para se apresentar exclusivamente no Brasil. O artista passou por São Paulo e na sequência se apresenta aqui, Belo Horizonte, no sábado, dia 9 de abril.

Para acompanhar Bernard, uma seleção de músicos belorizontinos de bandas consagradas no cenário independente juntaram-se para prestigiar o cantor. Junto com a Pequena Morte, integrantes das bandas Iconili, Fusile, Raiz de Jequi, Junkie Dogs e Bangah compõe a Big Band que fará a base instrumental e vocal para os clássicos que marcaram a carreira de Jackie.

Completando a primeira noite jamaicana, seletores de três sound systems brasileiros e um Dj de Belo Horizonte escolhem o que vai tocar durante a noite nos intervalos sem show.

Nos toca-discos estão os anfitriões do RoodBoss Soundsystem e os convidados do Jurassic Soundsystem de São Paulo, que juntos fizeram uma viajem à Jamaica no último mês de dezembro. Foi em Kingston que tiveram oportunidade de aumentar seus acervos de discos e conhecer Jackie Bernard, daí, a idéia de trazê-lo para o Brasil. Continuando com as atrações, os amigos do Skadrophenia Soundsystem de Curitiba, participarão da noite com um set especial de nothern soul. Acompanhando a “pegada” black o Dj Yuga, já conhecido em Belo Horizonte pelo seu projeto Black Broder e diversas festas que promove, completa o time de seletores da noite.

A noite acontece no Studio Bar (Rua Guajajaras 842, Centro – próximo a Rua São Paulo) a partir de 22hs. A entrada é $20 na porta, sujeito à lotação da casa. É IMPORTANTE CHEGAR CEDO.

The Reggae Big Band

JACKIE BERNARD – VOCAL LÍDER (The Kingstonians)

Juliana Travassos – vocal (Bangah), Isabel Diniz – vocal (Bangah), Gustavo Freire – guitarra/vocal (Pequena Morte), Raul Gustavo – guitarra/vocal (Pequena Morte), Rafael Ludicanti – guitarra (Junkie Dogs), Gabriel Assad – baixo (Pequena Morte), Max – trombone/vocal (Pequena Morte), Paulo Barcelos – trompete/vocal (Pequena Morte), Henrique Staino – saxofone/vocal (Fusile), André Orandi – teclado (Iconili), Wesley Cançado – bateria (Raiz de Jequi), Tamás Bodolay – bateria (Pequena Morte), Tio Rô – percurssão (Pequena Morte)

A maior banda de Ska do planeta

Sem que se possa perder o ritmo, no final de semana seguinte, sexta-feira, dia 15 de abril, a mais famosa banda de ska, The Skatalites, se apresenta em Belo Horizonte. O show será parte do Flaming Night de número #17, festival produzido pela 53HC e já bem conhecido pelos belorizontinos.

Os Skatalites surgiram, incialmente, como backing band do estúdio mais famoso da Jamaica, o Studio One do produtor Coxsone Dodd. A banda reunia os melhores músicos de jazz, boogie-woggie, mento, calypso e ritmos africanos da ilha. Quase todos tinham a formação em comum, haviam estudado na Alpha Boys School (escola católica para orfãos que dentro da sua grade curricular ensinava música ao alunos). Foi essa mistura musical que deu origem ao primeiro ritmo verdadeiramente jamaicano: o Ska.

A sonoridade da banda era tão contagiante que os fãs começaram a se perguntar quem eram aqueles músicos por trás das canções que ouviam. Foi assim que Tommy McCook – principal integrante do Skatalites na sua origem e nome importantíssimo para a música jamaicana – sugeriu que formassem oficialmente uma banda: The Skatalites. A partir daí o Ska estourou e a banda ajudou a por a Jamaica e sua música em evidência nos quatro cantos do planeta. Os Skatalites já gravaram com diversos artistas de renome da ilha, inclusive Bob Marley quando o Wailling Wailers ainda era um trio vocal composto por ele, Peter Tosh e Bunny Wailer.

Completando o Flaming Night #17, as bandas Pequena Morte, – que lançou recentemente seu debut álbum: Defenestra! – Fusile e Peixoto & Maxado tocam seus repertórios animadíssimos. Abrindo os shows tem o americano Victor Rice com dubs e experimentações, além dos seletores do RoodBoss Soundsystem lançando as tradicionais pedradas jamaicanas em disquinhos.

O festa acontece no Music Hall (Av. do Contorno 3239, Santa Efigênia). Informações sobre a venda de ingressos, preços e locais de compras visitar o site da 53HC (vide Links).

Links

The Kingstonians – Sufferer [1970]

Continuando a sequência de post para apresentar essa lenda jamaicana, Jackie Bernard, que fará show em Beagá no dia 09/04 no Studio Bar (info em roodboss.com), mais um álbum de sua carreira. Dessa vez como front man do Kingstonians.

“Sufferer” é o único (me corrijam se eu estiver errado) álbum lançado pelos Kingstonians. Na verdade, este disco é uma compilação de singles da carreira do trio liderado por Jackie Bernard e representa o auge da carreira do grupo. Clássico como “Singer Man”, “Sufferer” (que dá nome ao álbum), “Hold Down” e “Winey, Winey” estão presentes na lista de músicas que foram produzidas por nada mais nada menos que Derrick Harriot.

Lançamento original feito pela Trojan.

Tracklist

  1. Your Lover
  2. Singer Man
  3. Sufferer
  4. Hold Down
  5. I’ll Be Around
  6. Winey Winey
  7. The Clip
  8. Rumble Rumble
  9. Come We Go Moonwalk
  10. Complicated Scene
  11. Easy Ride Reggae
  12. Nice Nice

DOWNLOAD

Se preparem para o Jackie Bernard! 09/04/11 @ Studio Bar

Para os desavisados de plantão que não acompanham o roodboss.com, se liguem! Dia 09 de abril de 2011 será um dia histórico. É com muita honra que o RoodBoss traz para Beagá uma lenda da música jamaicana: Jackie Bernard!

Bernard foi o líder vocal do trio Kingstonians e fez muito sucesso durante as eras do Rocksteady até o início do Roots Reggae. No dia 09 , após anos parado ele volta aos palcos, com sua voz linda e peculiar especialmente no Brasil, para cantar novamente os suscessos que colocaram ele no hall de grandes artistas da Jamaica.

Para quem não está entendendo nada que eu estou falando, melhor que explicar é escutar e se preparar para cantar junto com Jackie “Kingstonian” Bernard. Ontem o pessoal da  You&Me (nossos parceiros nessa vinda do Bernard) soltou uma compilação de grandes tunes da carreira do cantor. Então escute e chora reggaeiro!!!

Tracklist

  1. Singer Man
  2. Why Wipe the Smile from Your Face
  3. I Am Just A Minstrel
  4. Sufferer
  5. Yesterday
  6. Musical Explosion
  7. Another Scorcher
  8. Crime Don’t Pay
  9. Fun Galore
  10. Hold Down
  11. I Make A Woman
  12. Lion’s Den
  13. Rumble Rumble
  14. Mother Miserable
  15. Jah Jah Way
  16. I A no Want Stall
  17. Mix it Up
  18. I’ll Need You Tomorrow
  19. More Wine
  20. Kingstonians -Clip
O que é!
Quando: Dia 09/04/2011, Sábado
Quanto: $20
Atrações:
  • JACKIE “KINGSTONIANS” BERNARD com Pequena Morte e convidados, como banda de apoio
  • RoodBoss Soundsystem Selectors
  • Jurassic Soundsystem Selectors (SP)
  • Skadrophenia Soundsystem Selectors (Curitiba)
  • DJ Yuga (Black Broders)

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