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Identidade gráfica do Two Tone

Em 1979, recém formado em belas artes, David Storey ingressou na equipe que, sob a direção criativa de Jerry Dammers (The Specials), criou a identidade gráfica da banda e do selo Two Tone. Quando o ‘look’ já tinha se estabelecido – terninho, gravata fina, chapéu “Pork Pie”,  sapatos “Penny Loafers” e óculos “Rayban Wayfarers” – Storey e seu comparsa John ‘Teflon’ Sims, ajudaram na criação da linguagem gráfica que acompanharia o estilo. Agora devoto à pintura, David Storey fala de seu trabalho:

(Tradução livre. O texto original e a entrevista segue na integra em inglês).

In 1979, fresh from art college, David Storey joined the team that, under the creative direction of The Specials’ Jerry Dammers, created the graphic identity for the band and their label, Two Tone. While the fashion ‘look’ for Two Tone was already well established – shiny suits, thin ties, pork pie hats and penny loafers all topped-off with a pair of Rayban Wayfarers – Storey and his partner John ‘Teflon’ Sims, helped create the visuals to go with it. Now devoting his time to painting, David Storey talked to CR about his work.

CR: How did you first get into designing for the music industry?
While still at art college I was commissioned by Rocket Records to produce artwork for two Elton John tracks: ‘Someone Saved My Life Tonight’ and ‘Island Girl’, this work proved to be a stepping stone to a full-time job at Chrysalis Records once I’d graduated.

CR: The Two Tone work was done with John Sims – how did that partnership work?
John ‘Teflon’ Sims and I met at Chrysalis and subsequently worked together as a team for over ten years! We were responsible for a huge amount of Two Tone graphics.  As well as the sleeves, we produced hundreds of promotional items: posters, adverts, T-shirts, badges etc. John is a superb ‘Swiss School’ typographer while my strength tended to be on the pictorial/collage side, so we made a good team. After working in the music industry together we spent several years designing graphics for the Danish fashion company Inwear/Matinique.

CR: Two Tone had a very specific look in terms of the fashions worn by the musicians – how was that translated into a visual language for the sleeves and posters?

When the Two Tone label was launched, with the release of ‘Gangsters’ by The Specials, the fashion ‘look’ was already well established. It originated in Jamaica and was known as the Rude Boy look: shiny zoot suits, thin ties, pork pie hats, penny loafers… topped-off with a pair of Rayban Wayfarers… the most obvious reference to this in the label’s identity is the Two Tone man, known as Walt Jabsco.

CR: How involved was Jerry Dammers? What influence did he have?
Jerry Dammers, the Specials keyboard player, was the brains and creative driving force behind the Two Tone label. He had an obsessive approach to the visuals and worked very closely with John and I on everything right down to the most minute detailing. The entire visual approach came from Jerry, he wanted everything to have a fresh, simple, direct, home-spun, feel. He was great to work with but extremely demanding.

CR: Can you explain who (or rather what) Walt Jabsco was and how he came into being?
As I remember it Jerry had an old vintage bowling shirt which had the name Walt Jabsco embroidered on the front and this name just seemed to get transfered to the Two Tone man. The drawing of the man was based on a photo Jerry had of Peter Tosh.

CR: Why the checkerboard graphic?
As well as being literally made up of two tones the checkerboard pattern was meant to symbolise racial harmony, which is a brilliant idea as Two Tone was a fusion of black and white youth culture. It was first used in 1979 on the paper bag that ‘Gangsters’ was sold in.

CR: You have described your Two Tone work as having an anti-design aesthetic – can you explain what you mean?
Our whole approach was what you might call ‘none design’ meaning that Jerry would root out any attempts by John and I to introduce gratuitous design embellishments. This ruthless weeding process resulted in bold, simple, direct  graphics and is probably the main reason that the Two Tone style has such an enduring impact.

CR: What do you feel about the Two Tone work now looking back on it?
I am very proud of it. Partly because of its timeless appeal, partly because of it was integral to the success of the Two Tone label – but mainly because it packaged and promoted a unique style of music… dance music that conveyed important social and political messages to a huge audience. Probably the best examples of this are ‘Ghost Town’ and ‘Nelson Mandela’, both by The Specials.

CR: Does graphic design play such a central role in music and youth culture today? If not why not?

Personally I think graphic art is alive and well in today’s youth culture… it’s different, diverse and it’s everywhere of course. I see remarkable things happening in the gaming industry and animation in particular. Most people download their music now so you don’t see many record sleeves around. Although I did see one the other day that made me smile… my 11 year old daughter showed me a Lily Allen release, ‘Blank Expression’ , which is packaged in a perfect replica of the original Two Tone paper sleeve!

Storey and Sims have recently released a set of some of their finest Two Tone posters in limited editions of 100 Giclée prints, printed on fine art paper, available to buy from Storey’s website. CR readers can win a copy of the We Are 2 Tone print in a competition in our July issue, out June 25.

Also available from Stoorey’s site are prints of his work for The Housemartins

Via: http://www.creativereview.co.uk/cr-blog/2009/june/two-tone

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Guia 2 tone para Skazeiros

The 2 tone trail.

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No final dos anos 70 uma galera suburbana londrina escutando muito ska jamaicano começou a montar suas próprias bandas de ska. Misturados com punks e outros tipos de pessoas essa mulecada em maioria branca começou a colar com os jamaicanos e negros ingleses que também curtiam o mesmo som. A maioria das bandas tinha um vocalista negro e um branco, dae o nome do tão famoso selo 2tone (dois tons) . A cena foi crescendo a cada dia, em um velocidade feroz para uma época sem internet. Talvez por isso, uma das mais originais cenas musicais criada em cima de uma outra. A segunda geração do ska é londrina e é formada por bandas como The Specials, Madness, Bad Manners e sem elas, o ska não seria o que é. Pete Chamber fez um guia de bandas, bares, picos, lugares por onde a geração 2 tone nasceu, passou, estudou, tocou e colou.  Um livrinho bem interessante de uma cultura tão legal. Quem se interessar é só baixar. O arquivo é super leve e o conteúdo super interessante. Divirtam-se skazeiros.

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jahjahdance dance craze ska

Amy Winehouse e seu disco reggae.

Amy fez um disco reggae. Isso é o que eu sonhava escutar depois do ep com 4 skas que ela lançou ano passado. Inclusive com a participação do specials. Hoje me contaram esse papo no meio dum chopp com pizza.

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Depois de escutar esse papo cheguei em casa e fritei nos sites de fofoca e música a procura de mais informações sobre o tal 3º disco da maior cantora da atualidade que não agradou sua gravadora.

As faixas demo deixaram o pessoal do selo decepcionado, a ponto de pedir a Amy que faça novas canções.

Uma fonte da gravadora contou ao The Sun:

“Amy produziu bastante material, durante sua estada em St. Lucia. Ela escreveu muitas canções, mas a maioria decepciona”.

“Ela parece ter abandonado sua marca registrada, ou seja, o som soul vintage. Sua música agora está muito influenciada pelo reggae. Os diretores não acham que seja uma boa ideia mudar tão radicalmente de estilo, e disseram isso a ela.

Outro motivo de preocupação são as letras, que foram basicamente focadas na turbulenta relação de Winehouse com o marido Blake Fielder-Civil.

“As letras são muito dark”, explicou a fonte.

“Amy é uma artista e deve ser fiel a seus instintos. No passado, ela frequentemente escrevia sobre dor de cotovelo e namorados. Mas, dessa vez, se aprofundou em um terreno muito angustiante”.

Amy é um dos principais artistas da Island Records, mas está demorando demais para apresentar o material de seu terceiro álbum, previsto em contrato.

Seu último disco, Back to Black, foi lançado em 2006.

Só espero que esse disco vaze logo na rede.

Quem tiver mais informações joga ae no blog.

jah bless

Nothin’ Like the Oldschool

O Dj e protudor inglês Flex lançou em 2005 um compacto com 2 mashup’s. No lado A do disco esta um dancehall com Buju Banto e Richie Spice nos vocais ao som do Riddim clássico da Studio One, Real Rock Riddim. No lado B é que esta a melhor faixa, um maschup muito bem feito com o classico Rocksteady de Alton Ellis e a musica Nothing Like The Old School do rapper Tupac Shakur.

Os remixes e versões sempre tiveram um papel muito importante na musica da Jamaica, os produtores e engenheiros de som jamaicanos praticamente criaram o conceito de remix com o Dub e toda cultura dos Riddims. Eu acho que produções como estas ajudam a manter viva esta cultura, e ainda nos proporcionam ouvir encontros como estes, com dois grandes artistas que provavelmente nunca se encontrariam.

nothinglikerocksteady

A – Buju Banto & Richie Spice – The Sensi Rock

B – Alton Ellis & Tupac – Nothing Like Rocksteady

DOWNLOAD

Biografias

Não sei se ja visitaram o site da Trojan Records, mas na página existe um local com biografias (algumas bem ricas, outras modestas) dos principais artistas de renome do meio jamaicano do ska/reggae/rocksteady/etc. Para quem tem curiosidade de conhecer mais aqueles que contruiram a história da música jamaicana, fica ai a dica.

Lembrando que os textos estão em inglês.

Aproveitem!

sobre sound system

Queria colocar algo sobre os famosos Sound System’s jamaicanos, para as pessoas entenderem do que se trata. Encontrei um texto bem esclarecedor que sintentiza o que é e quais são aqueles envolvidos, definindo seus papéis de forma bem “didática”.

O texto foi escrito por Tarcisio Ferreira que escreve para o Central Reggae e colo aqui na integra ;). Espero que seja esclarecedor.

Este ensaio tenta capturar e retransmitir a essência do que chamamos de Radiola no Maranhão ou os Sound Systems de Reggae como são conhecidos na Jamaica. Apresentamos um escrito para todos aqueles que buscam conhecimentos e compreensão desta cultura em contínua evolução.

O fenômeno dos Sounds Systems de Reggae (também conhecidos como Sounds) é algo que há intrigado a muitos observadores na Jamaica e em todo o mundo há décadas. Em nenhum outro lugar do mundo poderia haver sido criada uma cultura que se mova tão rápido como os Sound Systems. Começaram como um movimento “underground” na indústria do Reggae jamaicano, mas os Sound Systems ascenderam até chegar a ser uma parte integrada na cultura do Reggae. De fato, as raízes do Dancehall Reggae podem ser traçadas a partir da formação dos Sounds Systems locais e nacionais conhecidos (alguns há mais de 30 anos).

* O que compõe uma Radiola/Sound System? 

As pessoas normalmente se surpreendem pela quantidade de apoio e componentes que se integram dentro de uma Radiola. Ainda que não haja uma composição preestabelecida, uma Radiola ideal é formada por: DJ’s, no Maranhão, na Jamaica teremos o Selector (Selektah), ou MC (Micro Chatter) que é o DJ, o dono ou administrador (Magnata ou Radioleiro), os técnicos, apoio móvel e de segurança, equipamentos, os seguidores da Radiola… e finalmente os não menos importante, os discos e os dubplates na Jamaica e em quase todo o mundo. No Maranhão temos os disquetes de MD gravados direto do vinil ou de CDs.

É importante notar ainda que não todas as Radiolas tenham todos estes componentes e alguns deles são imprescindíveis; por exemplo, uma Radiola sem DJ’s ou Selektah ou sem discos é como um televisor sem eletricidade, não funciona. Também é importante dar-se conta de que alguns papéis podem ser compartidos; assim, por exemplo, o Selektah pode ser ao mesmo tempo o DJ/MC e o proprietário da Radiola (o caso de Natty Nayfson em São Luis). Geralmente distinguimos três tipos de Radiolas: as caseiras com suas baianinhas, as amadoras normalmente atuantes em pequenas festas e as profissionais (Black Power, Natty Nayfson, Itamaraty, Estrela do Som, Rebel Lion,.etc.,), normalmente com 4 paredôes e com três equipes diferentes, a exempla da Radiola Itamaraty com os DJ’s Roberthanco, Bacana e Jean Holt que comandam as três Itamaraty em festas distintas em diversos lugares de São Luis e do Maranhão. 

* O Selector/Selektah

Provavelmente, o Selektah é um dos papeis mais importantes em uma Radiola no estilo Jamaicano. O imenso conhecimento e habilidade que se necessita para esta função (ao fim e ao cabo se queres ser bem considerado) e a dificuldade desta posição é muita vezes subestimada. Um bom selektah tem que conhecer centenas de discos e CD’s (incluindo os nomes dos artistas e sua localização na caixa) dentro de sua cabeça.

Por os discos em uma ordem e de maneira que apeteça as pessoas que os está escutando requer um alto nível de diligencia. Um selektah tem que ser hábil para fazer uma transição discreta de um disco ao seguinte (mixar). Estas habilidades que a menudo demoram anos em adquirir-se, mas chega a fazer com tanto o estilo que o encadeamento das músicas muitas vezes passa despercebidos. Um mal selektah, por outro lado, pode ser facilmente descoberto, e uma multidão descontente normalmente não duvidará em fazer manifesta sua desaprovação. 

* O DJ ou Mic Chatter (MC) 

O DJ ou MC é a mão direita do Selektah e vice-versa. Ele é o responsável de introduzir os discos que tocam, de animar o público (criando vibração), de motivar-la a que participem cantando as canções populares e de pedir que o disco seja parado e posto outra vez imediatamente (também conhecido como “forward” ou “wheel” na Jamaica e no Maranhão é a famoso “toca de novo”). As obrigações do DJ/MC na festa são maiores que as de um MC em espetáculo ao vivo – voltando a por imediatamente os discos coincidindo com os pedidos do público. A multidão – a Massa regueira, aqui no maranhão vai normalmente ao móvel da Radiola e pede sua música; Já na Jamaica e Europa ele faz o “forward” ou “Wheel” mediante gritos, chiados, cantos, assobios, levantando seus isqueiros e mantendo-os acendidos no ar, dando golpes nas paredes, acendendo fogos, usando buzinas, ou inclusive simulando uma pistola com suas mãos no ar (chamados gun salutes).

O DJ/MC, além disso, deve anunciar os próximos eventos em que estará tocando, fazer piadas, tentar acalmar a multidão em caso de brigas e em alguns casos, fazer comentários com conteúdo político.

Em um Sound Clash (um grande encontro de DJ’s,) o papel de um DJ é, todavia, mais crucial. Aqui é o responsável de provocar verbalmente a seus oponentes (de outras Radiolas/Sounds) insultando-os (a isto se chama toasting), ou explicando piadas desconcertantes que possam ser verdade ou não (também chamadas drawing cards). Há alguns anos deixou-se de se fazer isso no Maranhão, antes os DJ’s diziam “vou passar por cima da seqüência de fulano” e faziam outras provocações de modo a fazer que a cada pedra o público ficasse ao lado de um ou de outro pela a melhor seqüência de pedras. Isso criava um clima saudável de disputa que animava bastantes as festas e servia de comentário durante a semana entre os fãs de Radiolas ou de DJ’s. Infelizmente esse costume foi abandonado pelos DJ’s do Maranhão. 

* Outros membros

Além do Selektah e o DJ/MC há muitas outras pessoas atrás da cena assegurando se de que a som funcione com a devida qualidade. O proprietário ou magnata (Radioleiro), que está a cargo de designar as tarefas de todos os outros membros. Esta pessoa é responsável também de buscar os contratos e registrar as datas para as atuações da Radiola/Sound. Os técnicos têm o trabalho de montar os componentes elétricos e assegurar-se de que todo soe perfeitamente. Se surge algum problema com o som antes, durante ou depois do evento, é trabalho do técnico concertá-lo. Os encarregados do translado (The moving staff ou “box bwoys” na Jamaica, aqui são os “carregadores de caixas” ou “Carregadores de Radiola”) se encarregam de transportar e colocar todo equipamento na posição adequada. 

* Os Fãs ou Sound Followers 

Os seguidores ou fãs sãos os que fazem verdadeiramente a festa. Estes seguem a Radiola/Sound da mesma maneira que uma congregação segue uma igreja em particular. Os seguidores da Radiola/Sound assistem aos eventos onde esta atua, colecionam fitas cassetes, mixtapes, discos, CD’s e apóiam sua Radiola preferida durante um Sound Clash. Ainda que muitos fãs sejam seguidores ocasionais de uma Radiola, há outros que levam isto muito a sério. Estas crews ou massives (Massa Regueira), apóiam a Radiola de tal maneira que muitas vezes seu nome chega a ser sinônimo da Radiola em se mesmo (Pinto da Itamaraty, Luis Black Power, Luisinho Black System, Natty Nayfson, etc). Ter reconhecimento no microfone (bigged up), nos eventos em que a Radiola está fazendo sua apresentação, entrada para tais eventos, uma camisa, popularidade e respeito, um sentimento de orgulho regueiro quando sua radiola ganha um Clash (disputa ou encontro), ou simplesmente um sentimento de identificação com algo, são alguns dos muitos motivos de seu apoio.

Na Jamaica as duas Radiolas/Sounds mais conhecidas e disputadas são as Stone Love e a Love Stone só para citar as mais famosas.

Esperamos que com estas sucintas informações os leitores possam ter uma dimensão do significado das Radiolas/Sounds aqui e na Jamaica, e ver como temos características semelhantes apesar de estarmos distantes milhares de quilômetros um do outro.

fonte/texto original:
http://www2.uol.com.br/tribodejah/centralreggae/curiosidades_radiolas.htm

Links interessantes

Para aqueles que não leram a matéria postada pelo zumberto, ressalto alguns links presente no texto e que são muito bacanas:

  1. O primeiro é sobre o documentário Dub Echoes que ja foi anteriormente postado aqui pelo vasseur. Muito massa e recomendo muito a visita ao site www.dubechoes.com.
  2. O outro é este aqui: www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/11/267765.shtml, um texto de Hermano Vianna – um pouco antigo, mas ótimo – descrevendo sua experiência na Jamaica quando foi lá publicar um livro. Ele cita vários elementos da Jamaica, fala sobre o Dub, faz uma crítica de como a informação sempre passa pelo filtro ocidental dos países desenvolvidos (grandes universidades), ressalta a inflência do Dub no mundo e a genialidade jamaicana.

Dois links ótimos para aqueles que não leram o texto ou que passaram batido. ;)


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