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Peixoto & Maxado (Disco e show em BH)

Não, não é outra dupla sertaneja, é uma excelente banda de ska/reggae/rocksteady formada por Felipe Machado (Vocalista e compositor do Firebug), Eduardo Faiguenboim (Sensacional Orquestra Sonora), Fabio Pink (Ludov, Seichelles, Mamma Cadela, Sensacional Orquestra Sonora), Mauro Motoki (Ludov) e Meno (compositor, cantor e multi-instrumentista). Turma de peso né? O som também não deixa de ser, os caras lançaram seu primeiro disco esse ano,I Wanna Shoyu. O album foi gravado em um sitio no interior de São Paulo e ficou muito bem produzido, são 15 musicas com qualidade impécavel, lembra o trabalho solo do vocalista do Slackers, Vic Ruggiero. Destaco as musicas I Wanna Shoyu, MILF, Pick Up The Pieces, Maria Bethania a versão de Sound Of Silence (Simon and Garfunkel).

Agora vem a noticia boa pra quem é de BH, os caras tocam aqui ainda esse mês (outubro) no Flaming Night 15, que acontece dia 22 no Music Hall. Também tocam no dia Móveis Coloniais de Acaju, Walverdes, e Suéteres e Utopia.

DOWNLOAD DISCO


São Paulo Ska Jazz – Selftitled [2009]

Mais uma bela banda dessa nova safra que a cultura musical jamaicana tem influênciado. O São Paulo Ska Jazz é um projeto bem bacana, com um toque de brasilidade e bastante SKA. Para quem gosta de músicas instrumentais, esta aqui uma boa pedida. Parabéns ao grupo e que um dia venham para terras mineiras ;).

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download

mais informações

CALIPSO BRASIL

Nada de Chimbinha ou Joelma. Muito antes desse “calypso” que a televisão brasileira mostra frequentemente, o verdadeiro ritmo originário de Trinidad e Tobago, teve sua passagem pelo Brasil e permaneceu por pouco tempo em sua cadência original. Mas por outro lado, foi de grande importância e influência em outros ritmos brasileiros. A sequência a seguir é uma dessas pouquíssimas gravações de brasileiros tocando e cantando um calipso puro, sem influência de outros ritmos. As gravações variam de 1939 à 1960.

CALIPSO BRASIL (mulambada/music passport)

1. Marina – Albertinho Fortuna (1960)
2. Matilda – George Green e Cipo Conjunto
3. Meu Romance Laura – The Golden Boys (1958)
4. Lua Malvada – Gastão Formentti (1947)
5. Summertime – Lana Bittencourt
6. Havaí – Castro Barbosa – (1939)
7. Belo Rapaz (Handsome Boy) – Caly Campelo
8. Diana – Carlos Gonzaga (1958)

baixe aqui.

Fonte : mulambada.blogspot.com

Ba-Boom

Banda do interior paulista, mistura os ritmos jamaicanos com a música brasileira, criando uma espécie de samba-rude. Recentemente foi colocado no Y&M (http://youandmeonajamboree.blogspot.com) o primeiro EP da banda, com 5 musicas trazendo na bagagem o ska e o reggae, com o samba e toda a malemolencia brasileira =D Uma boa pedida pra fazer uns showzinhos em BH ham?  Segue aí o release dos caras:

Ba-Booom

Em aproximadamente 8 anos de banda, muita coisa mudou. No início, a agressividade do punk, que foi gradativamente incorporando o ritmo dançante do ska. A música jamaicana foi ganhando espaço, o som se refinando aos poucos e assimilando as características do estilo. Posteriormente, um encontro marcante com a música brasileira, que rendeu essa mistura de linguagens que é o Ba-boom. O swingue do pandeiro com a lisergia do dub, o axé dos tambores com o grave sintético do ragga. Uma mistura de componentes que causa uma reação curiosa, se tornando enérgica e explosiva. Ba-boom é uma explosão musical. Recentemente, e ainda em meio a essa constante transformação, veio o primeiro disco da banda. Produção independente com 5 faixas, incluindo uma versão de “Sândalo”, música do nosso ilustre Tom Zé. Vale a pena conferir!

Tracklist

1- Chantage

2- Ê, camarada

3- Mano Sujou

4- Sândalo (Tom Zé)

5- Skababoom

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OBMJ – Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

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Fiquei muito feliz de conhecer esta banda pela internet, antes que possa parecer pretensão demais para uma banda se chamar de “Orquestra Brasileira” entenda a proposta. Além de composições próprias, a banda faz versões em ska-jazz de clássicos da mpb, bossa-nova e até uma versão jamaicana da Ópera “O Guarani”. Todas as músicas são executadas com muita qualidade, trazendo composições clássicas da nossa música mundialmente reconhecida para os bailes e festas de música jamaicana. A banda existe desde 2008 em São Paulo e me parece ser uma das próximas figurinhas carimbadas em festivais e shows gringos pelo país. Lanço aqui o 1º EP da Orquestra, disponível para download no myspace oficial dos paulistas, que merece uma visita ;D 5 jóinhas do feiolipe!

http://myspace.com/skabrazooka

Tracklist

01. Tico Tico no Fubá

02. Ska Around The Nation

03. O Guarani

04. Carinhoso

05. Barquinho/Summer Song

06. Aguas Dub

07. Aguas de Março

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Brasilites

O Brasilites é uma banda de Ska brasileira que muito me surpreendeu, isto pelo fato de ser uma banda de allstars, formada por artistas da cena “Roots” nacional, os integrantes vem de bandas como Leões de Israel, Ponto de Equilibrio e Original Reggae Style.

brasilites

A banda faz um ska tradicional muito bem tocado, todos na banda são excelentes musicos e estão a bastante tempo envolvidos com a musica jamaicana no Brasil.

O Brasilites toca todas as quintas feiras no espaço cultural Aman em São Paulo (Av.Miruna 316, Moema – São Paulo, SP).

Bom, segue abaixo o link para o myspace da banda e a formação completa.

http://www.myspace.com/brasilites

Andre Mitsuoka – trombone
Edu Oliver – trompete
Gutierrez – trompete
Cristiano Soares – sax tenor
Douglas Earl – bateria
Edu SattaJah- vocal
Juliano – percussão
Lincoln Bretha – contrabaixo
Rafael Senegal – teclado
Thales Anzelotti – guitarra

Créditos ao nosso amigo Pedro Varella (DeSkaReggae) pela indicação.

Pequena Morte e Skacilds no Conservatório music bar

Ai moçada, o cenário da música jamaicana em Belo Horizonte parece que finalmente está crescendo. Neste fim de semana teremos o primeiro RoodBoss SoundSystem e esta quinta teremos 2 shows de 2 bandas de SKA daqui mesmo! Imperdível ;D

pqmorteskacildsO Ministério da Saúde adverte: antes de dançar, alongue-se. Se beber, finja que sabe as letras e cante de maneira escandalosa.

Pois é, o evento acontece depois de amanhã no Conservatório Music Bar (Rua Timbiras, 2041 – Lourdes) e a entrada é 10 pilas.

Vai aí o myspace das duas bandas:

www.myspace.com/skacilds

www.myspace.com/pequenamorte

Vale a pena ir, conferir e dar um apoio pras bandas de BH!

Keep on skanking Belo Horizonte!

Os Paralamas do Sucesso – Selvagem? [1986]

Não é a primeira vez que posto aqui um álbum dos Paralamas do Sucesso. O por quê deu estar postando pode ser explicado aqui.

Os Paralamas do Sucesso foi uma das primeiras bandas que gostei e acredito que muito do motivo deu gostar de SKA hoje, teve a ver com isso.

Esse álbum em particular é meu segundo favorito, depois de O Passo do Lui. Ele contem várias das músicas famosas como “Alagados”, “Melô do Marinheiro”, “A Novidade”. O bacana é que, ao contrário do que estamos acostumados, as primeiras versões dessas músicas têm uma sonoridade mais próxima da Jamaica do que as que costumamos ouvir nas rádios ou de versões ao vivo. A música “Você”, por exemplo, tem uma base bem puxada para o reggae/dub. Além disso existem algumas versões dub das músicas como: “Marujo Dub” (Melô do Marinheiro) e “Teerã Dub” (Teerã). Algumas canções que eu destaco são: “Teerã”, “O Homem” e as versões dub, são ótimas e têm tudo a ver com ska/reggae.

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Uma curiosidade. Encontrei uma entrevista do Bi Ribeiro, baixista dos Paralamas do Sucesso, para o site http://whiplash.net. Retirei alguns trechos que achei interessante e colo eles aqui em baixo. A ordem está correta das perguntas só não está completa a entrevista.

Angela (entrevistadora) / Qual o baixista que influenciou mais no seu trabalho?

Bi Ribeiro / Posso falar que o baixista que mais me influenciou na forma que eu toco hoje foi o Robbie Sheakspere, que é um jamaicano que já tocou com Deus e o mundo aí, que eu considero o melhor baixista.

Angela (entrevistadora) / E a volta do SKA é saudável? O Specials está voltando, o Madness está voltando, e não nasceu morto o re-movimento?

Bi Ribeiro / Re-re-movimento. Teve SKA nos anos 50, 60. Depois teve a volta no fim dos anos 70 e agora voltou de outra forma, mais agressiva até. Eu acho muito legal as bandas novas.

Angela (entrevistadora) / O Paralamas sempre foi conhecido por fazer essa mistura de ritmos e tal. Eu ouvi em uma entrevista do Herbert que vocês conheceram os ritmos mais brasileiros em uma turnê, depois do primeiro disco, e daí depois surgiu Selvagem e todos os outros…

Bi Ribeiro / Foi isso, cara. A gente começou a gostar mais dessa coisa mais cintura, a partir desse movimento 2Tone, essa volta do SKA, começo dos anos 80. A gente começou a ouvir isso. Aí eu já conhecia reagge, Bob Marley. O irmão do Herbert adorava, mas eu não gostava do Bob Marley, achava chato. Achava reagge chato. Aí comecei a ouvir reagge a partir dos grupos ingleses. Comecei a ouvir reagge, só reagge, e aí comecei a ouvir música africana. Nós, né! Aí a gente começou a ver a sintonia que tinha, desse tipo de música com a música brasileira. E ver aqui dentro as coisas que pareciam , tipo baião com raggamuffin’, ou sei lá…tem tantas coisas aqui. A gente foi associando e começou a dar valor a música daqui. Não que a gente não desse. Começou a entender melhor…Não sei. A gente deu a volta ao mundo para chegar aqui, mas pelo menos chegou, né?! A gente estava ligado em reagge, música africana, e a gente foi fazer essa excursão do primeiro disco, 84, 85, pelo Brasil. A gente não conhecia a Bahia, não conhecia o Nordeste. Eu fiquei louco. A gente ficou doido, quando fomos chegando e vendo. Eu sou muito curioso. A gente chegava nos lugares, ver as pessoas tocando nos ensaios de bloco, o que fosse. Então a gente viu muita coisa, descobriu muita coisa.

Bom é isso, tirei alguns trechos, a entrevista na integra pode ser vista aqui:

INFO

pauline black: the selecter (on my radio ’91) – vídeo

Pegando uma ponta no post dos shows de ska para o ano que vem , que entre alguns nomes incluem Pauline Black, uma diva da Two Tone e de toda aquela geração ” rudie ” que deixou o seu legado para a música pop desde os anos 70 até hoje, segue aí um registro da moça e sua banda. Para os curiosos de plantão Pauline Black marcou grande presença com sua banda The Selecter durante a 2º onda do ska que estourou na Inglaterra principalmente através do selo / movimento musical Two Tone.

Entre no clima, torça pra que ela venha à BH e confira a pegada de Pauline Black e o The Selecter neste vídeo bombástico de On My Radio de 1991, banda reformada, versão regravada do hit original.


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