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King Stitt, o por quê de ir em sua apresentação?

Alguma pessoas podem estar se perguntando: “Quem afinal é King Stitt e por que esses caras do RoodBoss fazem tanta festa quando falam dele?”. Tentarei explicar em alguns parágrafos a importância de receber alguém como ele no Brasil.

King Stitt é foundation! Quando digo isso, quero dizer que Winston Sparkes (seu nome de batismo) faz parte do grupo de artistas que vivenciou e participou  da música jamaicana desde sua origem. Em 1958 ele já segurava o microfone e ajudava a construir um estilo de “interação musical” que marcou a cultura musical da Jamaica: o deejay. Stitt junto com Count Machuki e Sir Lord Comic, são considerados os três grandes pioneiros dessa forma de “cantar” e que influênciou nomes como U-Roy, I-Roy, Big Youth, Dave Barker, Dennis Alcapone, Lone Ranger, entre tantos outros. No inicio os deejays estavam a frente dos sound systems. Eram eles que animavam o público. Apresentavam a música que seria tocada (como um locutor de rádio) ou interagiam com ela, criando “versos” que respondiam outro da canção, por exemplo. Na maioria das vezes esses versos se tornavam uma assinatura de cada deejay.

O estilo deejay não foi apenas importante na ilha, ele influênciou, ou melhor, foi precurssor do rap americano. No início da cultura hip-hop, na década de 1970, um dos primeiros DJs/rappers (note que aqui não quero dizer deejay e sim, Disc Jokey como comumente conhecemos) foi Kool Herc, imigrante jamaicano nos EUA que, inspirados na cultura de sua terra natal, fazia versos simples sobre as músicas em suas festas que aconteciam no Bronx, Nova York.  Esse contexto foi o berço de um dos estilos musicais mais conhecidos e difundidos no mundo atualmente, o rap, que compõe um dos três ramos da cultura hip-hop, junto com o break (dança) e o grafite (artes plástica).

Foi Count Machuki, a frente do Sir Coxsone’s Downbeat quem introduziu Stitt ao “deejaying”.  Segundo a história, Machuki achou que Stitt dançava muito bem e disse a ele que sendo um bom dançarino seria também um excelente deejay. A partir daí, Stitt passou a trabalhar com Coxsone, antes mesmo de existir um ritmo chamado Ska. Nessa época os sistemas de som jamaicanos tocavam música negra americana como jazz, R&B, boogie woogie e soul. A princípio, Stitt foi o segundo deejay de Dodd assumindo a posição principal com a saída de Machuki e U-Roy passando para seu posto. Por trabalhar com Coxsone, King Stitt vivenciou e participou de toda a trajetória do que é considerado o mais importante estúdio jamaicano, o Studio One, considerado a Motown jamaicana. Esse paralelo é feito ao considerar a  importância que o Studio One representou para a música da Jamaica, assim como foi a Motown para a música negra americana.

Nascido com uma paralisia facial, causando-lhe uma deformação, King Stitt aproveitou-se de sua anomalia e transformou-a em sua “marca”. Apelidou-se de “The Ugly One” (o feio) em referência ao filme do italiano Sergio Leone “The Good, The Bad and The Ugly”, um clássico do velho oeste.

Apesar do trabalho que fazia junto com Clement “Coxsone” Dodd desde o final da década de 1950, foi apenas no final de 1960 que Sitt teve seu primeiro material gravado e lançado pelo produtor Clancy Eccles junto com os Dynamites como backing band. Gravações como “Fire Corner”, “Virgoton 2” e “Lee Van Cleef” foram grandes sucessos na época, sob os labels Clandisc, Newbeat (Jamaica) e Trojan’s Clandisc (Inglaterra). Com o sucesso atingindo por Sitt nas gravações feitas por Eccles, mais tarde, Dodd começou também a  gravar e lançar materiais com King Stitt. Um desses lançamentos, já na década de 1990 é o álbum “Dance Hall 63’”, uma compilação de clássicos do Studio One com a interação de Stitt. Uma reprodução em forma de disco das suas atuações no Sir Coxsone’s Downbeat.

King Stitt é uma lenda viva! Vivenciou todos os momentos da música jamaicana, da cultura sound system, participou das origens e influênciou centenas. Foi pioneiro em um estilo vocal que marcou não só a ilha caribenha, mas a música no mundo como um todo. Não há como descrever a importância de receber um artista como ele em Belo Horizonte. Aos 71 anos de idade, é a primeira vez que Stitt se apresenta como principal atração fora da Jamaica. É o deejay mais velho ainda vivo, um dos três pioneiros, sendo o mais representativo dos três.  Faz parte da história musical mundial. Repetindo, É UMA LENDA e uma honra para nós, belorizontinos, poder recebê-lo aqui!

Serviço:
RoodBoss Downbeat – King Stitt + Jurassic Sound Selection + Muamba Sound Selection + RoodBoss Soundsystem
Sábado 08/10/11 à partir das 22h no Mercado das Borboletas (Mercado Novo. Av. Olegário Maciel 742, 3º piso, Belo Horizonte/MG)
Entrada: a partir de R$20 (primeiro lote) | compre antecipado em http://roodboss.com/ugly
Mais informações: http://roodboss.com

The Bullets – Sweet Misery

The Bullets (ou Los Bullets) é uma banda de Los Angeles formada pelo organista do Aggrolites, Roger Rivas. Ele juntou varios musicos da cena reggae e soul da cidade e o resultado não poderia ter sido melhor. A banda mescla o early reggae com os ritmos latinos e a soul music que dominavam L.A. nas decadas de 60 e 70.  O disco é muito bom, com pedradas instrumentais e baladas dignas de Ken Both e Horace Andy. Além do disco pra donwload vai também um video com o novo single da banda (que não esta no disco) é uma versão da musica Viva Tirado, da banda El Chicano,  influência declarada dos Bullets.

DOWNLOAD

http://bulletsmusic.com/

http://www.myspace.com/losbullets

Reggae Against The Machine

Mais um RoodBoss passou, mas as comemorações de 1 ano da invasão jamaicana à cidade-bar vão continuar =D~ Dia 16 e 17 deste mês (dezembro) n’A Obra – Bar Dançante teremos 2 (DOIS!) dias de Reggae Against The Machine com 2 (DUAS!) atrações internacionais, além dos RoodBoss selectors e do Jurassic Soundsystem selectors (SP) no dia 16 com os paraguayos The Tempranos fazendo um early reggae de primeira, trueheavysound!!! E no dia 17 o canadense Chris Murray (que já tocou em BH com o Firebug e deixou ótimas lembranças =D).

As entradas custarão 12$ cada dia, comprando os 2 dias juntos sai por 20$… Não vacila =D

The Tempranos (PY) – myspace

Chris Murray (CAN) – myspace

Jurassic Soundsystem (SP) – myspaceblog

RoodBoss Soundsystem (BH) – website

Ba-Boom

Banda do interior paulista, mistura os ritmos jamaicanos com a música brasileira, criando uma espécie de samba-rude. Recentemente foi colocado no Y&M (http://youandmeonajamboree.blogspot.com) o primeiro EP da banda, com 5 musicas trazendo na bagagem o ska e o reggae, com o samba e toda a malemolencia brasileira =D Uma boa pedida pra fazer uns showzinhos em BH ham?  Segue aí o release dos caras:

Ba-Booom

Em aproximadamente 8 anos de banda, muita coisa mudou. No início, a agressividade do punk, que foi gradativamente incorporando o ritmo dançante do ska. A música jamaicana foi ganhando espaço, o som se refinando aos poucos e assimilando as características do estilo. Posteriormente, um encontro marcante com a música brasileira, que rendeu essa mistura de linguagens que é o Ba-boom. O swingue do pandeiro com a lisergia do dub, o axé dos tambores com o grave sintético do ragga. Uma mistura de componentes que causa uma reação curiosa, se tornando enérgica e explosiva. Ba-boom é uma explosão musical. Recentemente, e ainda em meio a essa constante transformação, veio o primeiro disco da banda. Produção independente com 5 faixas, incluindo uma versão de “Sândalo”, música do nosso ilustre Tom Zé. Vale a pena conferir!

Tracklist

1- Chantage

2- Ê, camarada

3- Mano Sujou

4- Sândalo (Tom Zé)

5- Skababoom

Download

Reggae Against The Machine III

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Vem chegando mais uma 4ª feira de muito SKA e Reggae n’A Obra. A festa “Reggae Against The Machine” que já teve 2 edições muito legais com a “Pequena Morte” e “Skacilds”, volta com uma velha conhecida do público rudeboy de BH, “Os Inflamáveis”. Banda que tinha dado um tempo e agora está de volta aos palcos, pra alegria do “BeagaSka” =D

Além do show, antes e depois, como não poderia deixar de ser, discotecagem de ska, rocksteady, early-reggae, dub, dancehall com RoodBoss Selectors, com uma seleção de ritmos pra deixar todo mundo no clima =D

A Obra fica na rua Rio Grande do Norte, 1168 – Savassi (do lado do postinho oras!) A entrada nas quartas da Obra em julho é de R$10,00. Mas pode ter certeza que vai valer a pena, pra beber com os amigos, ver um show do legítimo SKA belorizontino e dançar até amanhecer =D~

Keep on skanking B.H.

The Slackers – The Question (98)

Quem acompanha o blog desde o ínicio já percebeu que esta é uma (de muitas) das bandas mais queridas dos colaboradores. Os novaiorquinos dos Slackers estiveram aqui ano passado e até viajamos para o Rio pra conferir (veja AQUI nossas confusões e estripulias) e o que vimos foi maravilhoso! Uma banda muito competente com uma sonoridade rara, sendo com absoluta certeza uma das melhores bandas atuais de ska.

Após nossa derrota-parcial no Rio, a boa notícia é: eles vão voltar esse ano =D~ Está prevista a 2ª tour da banda pelo Brasil em Outubro e é óbvio q estaremos lá, seja onde for (quem sabe BH? Tá em tempo de começar a pesquisar meios de trazer os gringos, diferente do caso Skatalites que foi muuuito em cima da hora). Então, pra que todos possam conferir o som deles, coloco um álbum de 98, na minha modesta opinião, o melhor até agora (oq é bem complicado de decidir, uma vez que TODOS os albuns deles são excelentes) “The Question” traz diversas músicas em diversas pegadas diferentes, sendo o SKA o principal ritmo da banda. Algumas faixas como “Feed My Girl” apresentam uma levada mais de reggae, assim como a faixa que dá nome ao album. Os Slackers são mais uma banda da “Hellcat”, sobre a qual eu não preciso fazer nenhum comentário.

Além disso, as capas dos discos do Slackers são muito legais, que merecem um post específico, o qual farei em breve ;)

O Download é altamente recomendado:

THE SLACKERS – THE QUESTION

cover-front

  1. “Manuel” – 2:42
  2. “Knowing” – 2:53
  3. “Have The Time” – 3:07
  4. “And I Wonder?” – 3:49
  5. “No More Crying” – 4:32
  6. “Feed My Girl” – 3:39
  7. “Mountainside” – 2:47
  8. “The Mummy” – 3:21
  9. “Motor City” – 4:00
  10. “Power” – 4:26
  11. “Keep Him Away” – 2:49
  12. “The Question” – 3:59
  13. “The Question (Version)” – 4:04
  14. “Face In My Crowd” – 3:13
  15. “Do You Know” – 3:10
  16. “Yes It’s True” – 4:16
  17. “Alone Again” – 3:02
  18. “Make Me Smile” – 4:20
  19. “No Love” – 3:53

DOWNLOAD

The Aggrolites – 25/04 – Inferno Club (SP)

Awright! Estivemos em SP pra conferir o “dirty-reggae” dos californianos do Aggrolites e bem… foi exatamente o que vimos: Dirty Reggae! DIRRRRTY! =D

ticket

A abertura ficou por conta do King Rassan Orchestra (SP) que apesar de enfrentar um local não muito cheio, conseguiu levantar o público com um ska-jazz muito legal, recheado de metais, remetendo-nos ao som feito pelos Skatalites. Contou também com a participação de Felipe Machado (Firebug) no clássico de Toots & The Maytals, “54-46 was my number” que fez até quem estava mais desanimado cantar junto.

Terminado o aquecimento, os californianos subiram no palco rapidamente, sem dar muito tempo para o público esquecer o porquê de estarem ali.

O início do show foi marcado principalmente pelas músicas do 2º album (vermelho, auto-entitulado), reggae pesado, teclado moendo na orelha de todo mundo, que cantou junto vários “hits” da banda…  Sério… o tecladista toca muito!

Mas bem, como não podia deixar de ser, quem mais animou o público foi o vocalista Jesse Wagner, vocal soul destruidor da p$%#a! Todo ia muito bem, todo mundo feliz, quando os Aggrolites resolveram acabar com as energias de todo mundo. Uma sessão de covers do ska tradicional/2-tone/early-reggae/punk que coroaram um show que correspondeu às expectativas de todo o publico (bem, talvez pudesse ter durado mais…). Destaque para os belo-horizontinos que mostraram que são mesmo um bando de jamaicano-enrustido! Nosso amigo calvo Raphael fez a introdução de “Skinhead Moonstomp” no microfone e o nome da cidade se fez presente em agradecimentos “obregado belorizante!”. Chega de tentar explicar…

As fotos do show estão em nosso flickr.

Segue a tracklist roubada do palco pelo amigo calvo:Mr. Misery
Funky Fire
Jimmy Jack
Burning Bush
Country Man Fiddle
Time To Get Tough
Work It
Luner Eclipse
Joe Grind
Faster Bullet
Someday
Work To Do
Prisioner Song
Free Time
Dirty Reggae
Don’t Let Me Down
Banana
Skinhead Moonstomp/Moon Hop

Houve também uma pá de sons do Clash (Whiteman in Hammersmith Palais, Bankrobber e Police & Thieves), Monkey man (na versão do Specials), On my radio (The Selecter), Pressure Drop (Toots & The Maytals)…

Vão aí alguns vídeos por gustassifon:

The Aggrolites – Freetime/Dirty Reggae

The Aggrolites – Skinhead Moonstomp(ft.Raphael)/Money Hungry Woman/Police & Thieves/Pressure Drop/Bankrobber

The Aggrolites – Someday

The Aggrolites – Jimmy Jack

mais vídeos em http://www.youtube.com/user/gustassifon

Enfim, morra de inveja e vê se não perde a próxima tour deles por aqui (quem sabe BH?)

keep on skanking, rockin’steadyin’!


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