Laurel Aitken – The godfather of ska

É complicado dizer quem foi o “Pai” do ska com precisão, mas o padrinho do SKA é bem fácil. Nascido em 1927 em Cuba, Lorenzo Aitken se estabeleceu com sua família em Kingston em 1938 e nos anos 40 iniciou sua brilhante carreira musical cantando Soul e Calypso em clubes de Kingston, principalmente no “Glass Bucket Club” quando descobriu sua vocação para dançar, cantar e entreter públicos. Nos anos 50 gravou suas primeiras canções, fortemente influenciadas pelo soul e pelo R’n’B. Em 1958, o primeiro single lançado pela gravadora “Island Records” foi o “Little Sheila/Boogie in my Bones” Little Sheila se manteve por 11 semanas em primeiro lugar nas rádios Jamaicanas, consolidando assim sua popularidade na ilha e o som do SKA.

Nos anos 60, Aitken se mudou para Londres, seguindo o grande fluxo de imigrantes para a terra da rainha com a oportunidade de fazer sucesso entre seus conterrâneos lá. Mal sabia ele que seu principal público alvo seriam também os ingleses, principalmente dos subúrbios que freqüentavam bailes jamaicanos e viriam a se tornar os tão polemizados skinheads. Aitken se estabeleceu em Brixton e então surgiu o selo “Blue Beat” voltado para os sons jamaicanos, que foi apenas um de vários dos quais Laurel participou (de 1950 até os anos 70, Laurel trabalhou com os selos Pama, Trojan, Rio, Dr. Bird, Nu-Beat, Ska-Beat e Dice). Gravou diversos sucessos como “Jesse James”, “Landlord and Tenants”, “It’s too late” e “Pussy price”. Era até então o músico jamaicano de maior sucesso na Inglaterra. Com o surgimento da cultura skinhead no fim dos anos sessenta, Laurel foi entitulado de “Boss Skinhead”, tendo em seus shows presença maciça de skinheads, rudeboys e mods. Nos anos 70, junto com artistas do porte de Prince Buster, continuou a fazer shows pela Europa, sendo consagrado como um dos maiores nomes do Ska e um ícone das culturas rueiras inglesas.

Com o surgimento do 2-tone, que resgatou o ska no fim dos anos 70 até os anos 80, Laurel esteve em alta novamente, pariticipou em shows de bandas como The Busters (Alemanha), Ska Flames (Japão) e The Toasters (EUA). Laurel também, passou a flertar com outros estilos jamaicanos, fazendo algumas faixas de trackover (os deejays jamaicanos) sob o pseudônimo de “King Horror” e no final de sua carreira, também emplacando alguns sucessos no dancehall. Laurel fazia shows até quase a data de sua morte (ataque do coração) em 2005, claro que nao apresentava o vigor e a atitude “rude” dos tempos de outrora, mas era uma lenda viva, tendo em seus shows o publico de amantes da musica jamaicana e interessados na cultura skinhead.

 É óbvio que teríamos que falar deste grande nome do SKA em nosso blog, que imortalizou canções como “Sally Brown”, “Skinhead”, “It’s too late”, “Rudie got married”, “Big Fat man”, “Hey Little Girl”, “Leave me standing”, enfim… não da pra citar todas =)

Segue também um ótimo vídeo de “Sally Brown/Skinhead” de Laurel Aitken com a banda americana The Loafers =)

Discografia detalhada: http://www.geocities.com/braunovi/AitkenL/AitkenD.html

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2 Responses to “Laurel Aitken – The godfather of ska”


  1. 1 gustassifon 05/11/2008 às 17:31

    foda, impossivel nao ouvir aitken para conhecer o sons jamaicanos
    ficou supimpa ;)

  2. 2 Matheus Morais 13/11/2008 às 21:19

    Esse é o cara, eterno Aitken que Deus o tenha…


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