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The Pioneers – Longshot Kick de Bucket (97)

Formado em 1967 na cidade de Kingston, os “Pioneers” foram de fato um dos pioneiros na transição do Rock Steady para o Reggae. Trata-se de um trio harmônico,  Sydney Crooks/Jackie Robinson/George Agard (já tendo gravado como Johnny Melody & The Slickers). Tiveram como produtor Leslie Kong, que também já havia trabalhado com Bob Marley & The Wailers, Derrick Morgan, Desmond Dekker, John Holt e Toots & The Maytals (!). Em poucos meses depois do primeiro lançamento: Gimme Little Loving” o trio chegou no Top 3 Jamaicano, e em 68 com Long Shot (Bus me Bet), uma interessante história de um cavalo de corridas, o favorito, que perde a corrida e arruina os planos de quem apostou toda sua grana nele =D se tornando um dos maiores hits da banda.

Em 2005 estiveram aqui no Brasil =D Tocando na capital do Reggae brasileiro, São Luís/MA com a Tribo de Jah. 15.000 privilegiados puderam conferir o show de uma das maiores bandas de Early Reggae da história.

É um estilo de Reggae que me agrada muito, por isso, posto um álbum, na verdade uma coletânea dos principais títulos do grupo desde 68. Possui vocais bem harmônicos, batida bonita, letras simples, um toque de soul em canções como “Sweet Inspiration” e rock steady em “Shake it Up”. O Link para download foi retirado do blog http://satanska.blogspot.com

LONG SHOT DE BUCKET (97)

01. Shake It Up
02. Give Me A Little Loving
03. Long Shot
04. Jackpot
05. Pan Ya Machete
06. No Dope Me Pony
07. Run Come Walla
08. Catch The Beat
09. Things Got To Change
10. Reggae Beat
11. Easy Come Easy Go
12. Long Shot Kick De Bucket
13. Black Bud
14. Poor Remeses
15. Samfie Man
16. Simmer Down Quashie
17. Battle Of The Giants
18. Money Day
19. Cherri Cherri
20. Twice Round The Daffodils
21. Starvation
22. Story Book Children
23. I Need Your Sweet Inspiration
24. Let Your Yeah Be Yeah
25. Give And Take
26. Time Hard

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Fontes:

Dub Echoes

Os brasileiros Bruno Natal(diretor do doc.) e Chico Dub(carioca, profundo conhecedor da música jamaicana)  lançam agora dia 10 de maio o tão aguardado documentário Dub Echoes na festa 100% dinamite em londres com participação de Don Letts. Festa fina. O documentário  de iniciativa independente busca explicar a importância da cultura sonora jamaicana sobre a musica atual seja a eletronica ou o dancehall. A evolução das sonoridades da ilha e suas formas de composição inusitadas e únicas(efeitos, timbres, etc). O filme tem duas partes, a “Dub” e a “Echoes”. Na primeira é explicada as origens do Dub na Jamaica, da cultura dos sound systems até os experimentos de King Tubby e Lee Perry com suas respectivas mini-biografias-dub e as prensagens dos dublates. Na segunda é mostrado os caminhos que o Dub percorreu pelo mundo, principalmente nos EUA e na Inglaterra, e a influência decisiva que teve e tem no rock com clash e p.i.l. e na música eletrônia(drum n’bass, trip hop, dubstep  e no Hip Hop). Sempre através de entrevistas com nomes expressivos em suas áreas musicais  dos períodos e gêneros abordados no filme.
O filme ainda conta com inúmeras participações de todo o mundo. De Lee Perry a Two many djs, passando pelos brasileiros da nação zumbi ao produtor Mário Caldato Jr, .de Roots Manuva a U-Roy, num total de mais de 40 entrevistados.  A trilha sonora original conta com os cariocas do digital dubs bem presente no início do filme. E bem boa!!!
Em site de torrent já é possível achar uma versão não finalizada do documentário. (essa versão não contém a trilha oroginal completa e conta com algumas entrevistas que no video final não entraram por cláusulas contractuais.
As entrevistas e fotos da jamaica antiga são o oro do doc. Muitas imagens legais e historias contadas por Lee perry ou U-roy por exemplo. Vários produtores jamaicanos que acompanharam o início do dub e toda sua influcência na musica da Terra. E produtores e músicos da atualidade falam como o dub influência em sua música e em sua vida.
O carioca Chico Dub é um profundo conhecedor da música jamaicana. Sua recheada coluna Jamaica Hi-Fi, publicada no site Radiola Urbana, é um prato cheio para quem têm interesse sobre o assunto. Seu blog, o Dub.blogger.com.br, também é repleto de informações e referências fundamentais para quem deseja desbravar o estilo.
ficadica.
jah bless.

Novo álbum Easy Star All-Stars: Beatles!

Para quem não conhece, Easy Star All-Stars é uma banda de Nova York, famosa por seus álbuns covers. Criada em 1997, foi inicialmente  formada para ser a banda de estúdio da gravadora Easy Star Records. Mas em 2003 com o projeto “Dub Side of The Moon” idealizado pelos co-fundadores da gravadora Michael Goldwasser, Eric Smith e Lem Oppenheimer o “coletivo” (coletivo, porque a banda não é fixa e diversos músicos passaram e passam pela formação do grupo) Easy Star All-Stars passou a repercutir na mídia e comercialmente.

“Dub Side of The Moon”, como o próprio nome sugere, é um tributo ao álbum “Dark Side of The Moon” do Pink Floyd, é o mais famoso projeto da banda e ficou por cinco anos como top álbum no quadro da Billboard de reggae. Todos os projetos do Easy Star, com exceção do EP “Until That Day” que contém músicas originais, baseia-se em regravar músicas famosas de artistas consagrados em uma versão dub/reggae. A idéia da banda é sempre manter-se fiel às letras, mudando apenas o arranjo e permitindo-se algumas licensas poéticas como, por exemplo, se em alguma letra tiver a palavra God, alterá-la para Jah (exemplo arbitrário criado por mim), pequenas sutilezas que aproximam mais o remake à cultura reggae/jamaicana.

Após o sucesso de 2003, Easy Star All-Stars surgiram, em 2006, com o “Radiodread”, tributo ao álbum “Ok Computer” do Radiohead. Assim como o seu antecessor, “Radiodread” foi um sucesso e ficou por 18 meses no top da Billboard. Seguindo essa linha de sucessos é esperado o lançamento do próximo e tão aguardado álbum da banda, anunciado para sair em 14 de abril, a bola da vez  são os Beatles. Entitulado “Easy Star’s Lonely Heart Dub Band”, recompilação do álbum  “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, promete ser tão bom ou mais que os antigos trabalhos da banda. Assim como nos outros álbuns, esse possui uma seleção de participações mais que especiais, nomes como: U Roy, Max Romeo, The Mighty Diamonds entre outros grandes artistas do reggae.

Para vocês não ficarem na espectativa, vou colocar aqui o “Dub Side of The Moon”, o mais famoso trabalho, até então, dá banda. Espero que gostem! Sei que os fãs de Pink Floyd deliram com esse álbum, ja presenciei isso. E claro, quem gosta de reggae e dub também com certeza vai se deleitar com essa obra-prima. =D

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Stanley Beckford

Eu procuro sempre ressaltar a beleza do Mento, precursor da música jamaicana “conhecida” e considerado o primeiro ritmo legítimo da ilha. Ao contrário do que possa parecer, ou pensarem, o Calypso era uma sonoridade da região do Caribe e não se restringia apenas a Jamaica. O mento nasceu no país e data do século XIX fundindo as tradições musicais européias e africanas. É um ritmo rural, interiorano, referido, até, como country entre os jamaicanos. Os instrumentos, inicialmente, eram rudimentares feitos de forma caseira, clarinetas e flautas de bambu eram muito comuns,  além da famosa rumba box.  Para exemplificar a sonoridade, procurei por alguns videos, 5 para ser mais exato. São vídeos de um show do Stanley Beckford, grande nome do Mento. Reparem no público, é impressionante a quantidade de pessoas que apreciam a boa música ;). Vale MUITO a pena assistir!

Stanley Beckford nasceu em 17 de fevereiro de 1942, orfão, cresceu em Kingston e como a maioria dos artistas jamaicanos, começou seu involvimento com a música por cantar na igreja. Beckford começou fazendo Reggae com “pitadas” de Mento, sua voz sempre teve um estilo meio country. Essa mistura foi chamada de “mento-reggae”. É curioso notar que ao contrário da maioria dos artistas, que tendem a “evoluir” suas sonoridades para o Reggae, Stanley migrou do desse ritmo para o Mento. Stanley Beckford morreu em 2007 vítima de um câncer de garganta.

Para aqueles que gostarem recomendo o donwload de um álbum disponibilizado aqui: Roots of Reggae From Jamaica do The Jolly Boys, um grupo de Mento muito bom e recomendadíssimo.

mais informações e fonte:

50 anos de Motown

No dia 12 de janeiro, a Motown Records ou Tamia, uma das gravadoras mais famosas do mundo, comemorou 50 anos de existência. O som da Motown foi e é, basicamente, “som negro” caracterizado principalmente por soul music e rhythm and blues, marcados por elementos pop, elevando a gravadora ao status que tem hoje. Certamente as músicas da Motown influenciou uma ilha muito especial no Caribe: a Jamaica. Através dessa influência surgiram Ska, Rocksteady, Reggae…

O nome Motown vem de uma contração da idéia “MotorTown”, uma vez que a gravadora foi criada na cidade de Detroit nos EUA, famosa pelas diversas fábricas de automóveis. Foi em 12 de janeiro de 1959 que Berry Gordy criou a gravadora Tamia, como originalmente foi chamada. Gordy foi compositor e começava a deslanchar na carreira. A música “Lonely Teardrops”, interpretada por Jackie Wilson, por exemplo, foi uma das top 10 em sua época. Motivado pelo sucesso recente e com um empréstimo de $800 dólares, Berry deu iníco a Tamia Records Corporation, que um ano mais tarde se tornaria a Motown Records Corporation.

Propriedade de um afro-americano, a Motown foi a primeira gravadora negra dos EUA e teve grande importância na disseminação da música negra. Em uma época em que a segregação racial nos EUA era explícita, apesar de inconstitucional, a gravadora popularizava a música e evidenciava artistas que iam de encontro aos valores “brancos” da época. Até o surgimento do Hip Hop a Motown foi a mais importante gravadora a lançar artistas negros no mercado.

Até 28 de junho de 1988, a gravadora foi independente e possuia diversas subsidiárias. A partir dessa data a Motown passaria por várias grandes empresas até chegar ao grupo Universal, que hoje é a proprietário da subsidiária Universal Motown/Universal Republic Group.

Alguns artistas da Motown: The Four Tops, The Jackson Five, The Temptations, The Miracles, Diana Ross, Rick James, Stevie Wonders, entre vários outros.

Links:

  • www.motown.com – endereço oficial da gravadora. Site dividido em duas áreas, uma da “Motown moderna” e outra de sua fase clássica. Na parte clássica, contém uma timeline muito interessante contando a história da gravadora.
  • wikipedia-pt ou wikipedia-en – informações da wikipedia, tanto em português (primeiro link) quanto em inglês (segundo link). Usado como fonte do post.
  • you & me on a jamboree : motown – link para todos os álbuns da Motown disponibilizados pela turma do blog You & Me. Há álbuns de vários nomes como The Four Tops, The Temptations, coletânias, entre outros. Quem estiver afim de conferir o som, basta acessar esse link.
  • motown, a gravadora que ajudou a criar a black music, faz 50 anos. – reportagem do portal G1 sobre os 50 anos da gravadora. Bem legal.

Bad Brains

O Bad Brains foi formado em 1977 em Washington, e é umas das bandas criadoras do Hardcore. Mas além de tocar hardcore o Bad Brains também é uma banda de reggae, isso mesmo, nos seus discos encontra-se tanto faixas com as batidas rapidas como outras com a sonoridade do reggae e do dub. bad-brains1

O Bad Brains foi formado originalmente como uma banda de Jazz Fusion mas por influencia do vocalista começam a tocar punk rock, o nome da banda vem da musica Bad Brain dos Ramones.

O reggae sempre foi uma influencia muito forte para os integrantes que se converteram ao Rastafari, o que pode ser percebido claramente nas letras e claro na sonoridade de algumas musicas da banda. O primeiro disco, Bad Brains, foi lançado em 1982 apenas em fita cassete, o segundo, Rock For Light, saiu no ano seguinte,  ambos continham hardcore e reggae que para a surpresa de muitos se misturaram perfeitamente no mesmo album, algo meio ing e yang. Com essa mistura o Bad Brains influenciou varios artistas de diferentes cenas como: Sepultura, Beastie Boys e Black Flag.

O disco que estou postando é o Rock For Light de 1983, versão remasterisada com 3 faixas bonus.

Esta ai mais uma conexão forte entre o punk e o reggae, união que quase sempre criou musica boa pra nossos ouvidos.

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Ronnie Montalbán – Señor Canibal (1970)

Ronnie Montalbán foi o pioneiro do ska na Argentina, nascido em 1945 começou sua carreira tocando teclado e fazendo versões em casteliano de musicas dos Beatles com sua banda Los Tammys. Quando a banda acabou Ronnie partiu para a carreira solo e foi ai que influenciado por artistas como Byron Lee, introduziu o ska em suas musicas e e na metade dos anos 60 lança seu primeiro album, Jamaica Ska.
Ronnie Montalban largou a musica aos 24 anos por problemas financeiros e familiares,
inclusive chegou a morar no Brasil nos anos 80 onde trabalhou com hotelaria.
O disco que estou postando é uma coletania lançada pla CBS em 1970, e contém todos os clássicos da curta carreira de Ronnie como Señor Canibal e Ska My Love, além de versões como “Yellow Submarine” (Beatles), o hit do ska “Jamaica Ska”, “Little Red Riding Hood” (Sam the Sham & the Pharaohs) e até um dos maiores clássicos da carreira de Roberto Carlos, “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”.
Ronnie Montalbán foi uma figura muito importante para o Ska na America do Sul, um excelente cantor que vai agradar quem curte ska, mod e até Jovem Guarda.
Baixem e aproveitem pois é bem dificil achar material dele na internet!

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Dancehall e Raggamuffin

Quanto começamos as discotecagems aqui em BH com o Cavalo de Tróia e depois com o Roodboss Soundsystem, sempre houve muita duvida em relação ao Dancehall, parece que pouca gente sabe o que é, então resolvi fazer um pequeno texto pra tentar esclarecer um pouco sobre esse assunto.

No final dos anos 70 a Jamaica passava por uma mudança de governo, saia a esquerda e a direita entrava no poder, e isso se refletiu na musica os temas de critica social e religião (Rastafari) que dominavam o reggae deram lugar a letras sobre sexo, violência e festas. Nesta época o produtor Don Mais juntamente com os Roots Radics estava trabalhando com alguns Riddims - O Riddim é a base instrumental de uma musica, que vai sendo usada por varios artistas sempre se reciclando - antigos da Studio One, dai surge o ritmo do dancehall com bateria e baixos bem marcantes. yellowman

Logo os cantores da época aderem ao novo ritmo e consequentemente os Soundsystems que com Toasters - Toasters são os “mestres de serimonia” de um soundsystem, eles cantam e falam por cima das musicas animando o publico - como Yellowman, Lone Ranger e Ranking Joe vão moldando o dancehall, e logo os Toasters estavam gravando discos com as musicas que faziam em cima dos riddims de dancehall e começaram a lancar mais discos do que os cantores. Foi ai que surge o nome Dancehall, que é o termo usado para os locais aonde ocorrem as festas dos Soundsystems.

Em 1985 o dancehall começa a mudar, usando um teclado Cassio MT-40 o produtor King Jammy cria o que é considerado o primeiro Riddim completamente digital, o Sleng Teng Riddim, que é lançado na musica “Under Me”  Sleng Teng de Wayne Smith. A musica estoura na jamaica e logo o dancehall é tomado pela sonoridade eletronica, o estilo de vocal também muda e se torna mais rapido “agressivo” com artistas como Buju Banto, Cobra,  Bounty Killer e Shabba Ranks, o estilo fica conhecido como Raggamuffin.

Nos anos noventa o Dancehall/Raggamuffin sai da jamaica e toma o mundo, quem não conhece o Shaggy? Mas com a fama o dancehall começa a ser bastante criticado pelas letras violentas e algumas vezes até mesmo homofobicas, isso levou muitos cantores a repensarem seus valores e voltarem suas letras para o Rastafari e critical social, alguns até escrevem tanto sobre a religião quanto sobre violência e slackness (sexo). Hoje em dia o dancehall vive uma boa fase com varios artistas espalhados pelo mundo como: Mr. Vegas, Damian Marley, Elephant Man, Sean Paul, Tippa Irie e Dr. Ring Ding.

No Brasil o dancehall chegou nos anos 90 com bandas como Skank e o Planet Hemp, hoje em dia o estilo vem crescendo cada vez mais pelo pais com nomes como: Jimmy Luv, Arcanjo Ras, Lei Di Dai, Ms. Ivy, Funk Buia, Jeru Banto (que passou aqui por BH com o Digitaldubs) e muitos outros, até o rapper de BH, Renegado passou pelo dancehall em seu disco com as musicas Sei quem ta comigo e Santo Errado.

Bom, é isso, no mais segue ai alguns links interesantes:

http://www.raggabrasil.com (Site sobre o dancehall no Brasil com textos, entrevistas e downloads, etc)

http://www.riddimbase.org (Banco de dados sobre Riddims, desde os classicos até os mais modernos)

http://www.dancehallreggae.com (Site sobre dancehall, com noticias, letras de musicas, videos, etc)

The Specials – The Specials (1979)

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The Specials foi uma das maiores bandas de SKA do Reino Unido.  Ícone principal do chamado “SKA 2-Tone” (um revival do SKA jamaicano com influências do rock e pop inglês no final da década de 70) servindo de influência para as principais bandas de ska da nova geração. Em 2008 tivemos a excelente notícia de que eles estão de volta e aí vai um breve texto sobre a banda e um download esperto ;)

The Early Years

O embrião do que viria a se tornar os Specials surgiu em Coventry (UK) em 1977, quando Jerry Dammers, Horace penter, Lynval Golding, Silverton Hutchison e Tim Strickland formaram a banda “The Automatics”. Desde o ínicio faziam a fusão do punk com o ska e fizeram certo sucesso em Coventry e região. Posteriormente, o na época vocalista Tim Strickland foi substituido por Terry Hall e com a entrada do guitarrista “Roddy Byers” estava formada a “The Coventry Automatics A.K.A. The Specials”.

O tecladista Jerry Dammers então fez um grande trabalho de divulgação de sua banda no meio musical, distribuindo k-7’s sem muito sucesso. Até que ao conseguir um contato com roadies da “única banda que importa”. Em 78, a banda sai em turnê para fazer 2 shows com ninguem menos que “The Clash”. A banda chamou a atenção de Joe Strummer que abriu espaço para “The Specials A.K.A.” (nome que foi posteriormente adotado devido a outra banda inglesa em atividade q usava o nome de “The automatics”) que abriu os shows do Clash pelo resto da tour.

Acontece que os fãs do Clash não eram tão abertos a novos sons assim, a juventude punk inglesa (provavelmente drogada…) em algumas ocasiões chegou a vaiar a mistura reggae-punk do pessoal de Coventry e até a jogar latas no palco. Mas foi nesta turnê que ao Specials A.K.A. se juntou Nevile Staples, que a época trabalhava como roadie do Clash. Staples demonstrou talento na percussão e grande identificação com a banda, se tornando membro permanente do grupo no mesmo ano.

2-Tone

O tecladista e praticamente “dono” da banda, então realiza seu sonho: criar um selo dedicado ao estilo que a banda incorporou. Baseando-se nos rude-boys londrinos, adotaram a vestimenta e por meio de uma foto de Peter Tosh em um album dos Wailers, criou a logo internacionalmente famosa de seu novo selo o 2-Tone (ou two-tone)2-tonevspeter-tosh

Então, Jerry Dammers entra em contato com Rick Rogers (empresário do “Damned”) que coloca a banda em diversos shows em Londres, onde finalmente os “Specials” chamam a atenção de um grande número de gravadoras, entre elas a “Rolling Stone Records”. Porém, a maioria não dava a Jerry a autonomia para  seu selo, o 2-tone, o que inviabilizou vários contratos. Enfim, a banda assina com a Chrysalis Records um contrato de 10 singles por 1 ano pela 2-tone e 5 albuns dos Specials. A Chrysalis então gravou o single “Gangsters” (música baseada no clássico “Al Capone” de Prince Buster) e distribuiu ao lendário radialista John Peel e depois de uma turnê de 8 semanas pela Inglaterra, a banda chegava à 6ª posição nas paradas inglesas, se apresentando até no “Top of the Pops”. A 2-tone continuou crescendo, também assinando com bandas como “The Selecter” e “Madness”

The Specials

A banda então passa a figurar em festivais de música europeus, roubando a cena de bandas como The Police e The Cure. Em 79, a banda lança o single “A message to you Rudy”, clássico de Dandy Livingstone, com a participação de Rico Rodriguez, um dos maiores nomes do SKA de todos os tempos, junto com a composicão própria “Nite Klub”. Alguns meses depois lançam o album auto-entitulado, que é na minha opinião, o melhor album da banda. O disco chegou ao posto 7 de mais vendido na Inglaterra, consolidando a banda como um fenômeno musical. No mesmo ano aconteceu o primeiro “Two-Tone Tour” com os Specials, Selecter e Madness.

A tour foi um estrondoso sucesso, é claro, porém marcado por incidentes envolvendo o National Front que procurava recrutar pessoas do público para suas atividades de cunho nacionalista. Uma tremenda contradição, tendo-se em vista que o a banda promovia o intercâmbio cultural UK-Jamaica, assim como o selo que defendia a tolerância racial (o preto e o branco). A banda sempre deixou claro seu repúdio por tais correntes ideológicas e o apoio à cultura mod e tradicional skinhead. A banda lançou ainda diversos albuns, como o “More Specials” e o “Today’s Specials” (album repleto de versões muito interessantes) que são altamente recomendáveis. E alguns nem tanto… Mas com certeza, uma das maiores bandas do gênero e tê-los de volta em 2009 promete novos lançamentos e quem sabe uma turnê pelo Brasil (por favor!!!!!!!!!!)

Discografia
Além do auto-entitulado de 79, os Specials lançaram diversos outros albuns:

  • The Best Of The Specials (2008 )
  • Greatest Hits (2006 )
  • Ska’s Greatest Stars (2002)
  • The Very Best Of The Specials And Fun Boy Three (2001)
  • Conquering Ruler (2001 )
  • The Singles Collection (2000)
  • Ghost Town: Live at Montreaux Jazz Festival 1995 (1999)
  • Blue Plate Specials Live (1999)
  • Skinhead Girl (1999)
  • The Specials & Co. (1999)
  • Guilty ‘Til Proved Innocent! (1998)
  • Concrete Jungle (1998)
  • A Little Bit Me, A Little Bit You (1996)
  • Today’s Specials (1996)
  • Too Much Too Young: The Gold Collection (1996 )
  • In The Studio (1984)
  • More Specials (1980)
  • The Specials (1979)

Download – The Specials – S/T


1. A message to you Rudy

2. Do the dog

3. It’s up to you

4. Nite klub

5. Doesn’t make it alright

6. Concrete jungle

7. Too hot

8. Monkey man

9. (Dawning of a) New era

10. Blank expression

11. Stupid Marriage

12. Too much too young

13. Little bitch

14. You’re wondering now

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Album que contou com a produção de Elvis Costello, lindo! Obrigatório para todo fã de SKA!

Fontes: http://www.thespecials.com

http://www.rollingstone.com/artists/thespecials/discography

Palmeras Kanibales – La Ruta [2006]

Banda venezuela bem legal.

Palmeras Kanibales foi formada em 1992. Uma sonoridade latina muito forte está presente nessa mistura de ska/rocksteady/reggae com ritmos latinos, aproximando bastante da sonoridade da banda Ska Cubano, já postada aqui por duas vezes: confiram aqui e aqui também. Para quem gosta desse tipo de “mistura” esse álbum é sensacional!

Apesar de formada em 92, o primeiro álbum lançado por eles foi acontecer apenas em 98 e de cara já espalhavam seu som por outro países da América Latina e mais tarde Europa. A banda já esteve apresentando seu show em solos brasileiros por duas vezes, a primeira em 2004 e a segunda no início de 2008, passando inclusive por Belo Horizonte – tive o prazer de assistir e que foi fantástico, super recomendado!

Espero que gostem da seleção! ;)

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(OBS.: Nem procurei mais informação, pois o site oficial já é bastante completo, com link para o MySpace da banda, discogragia, biografia e tudo mais. Recomendo!)

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